O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encerrou nesta quinta-feira, 10, a convenção republicana no Texas para as eleições de meio de mandato, apelidada de “Trumpapalooza”, com uma série de apelos para que seus apoiadores compareçam às urnas em novembro. Em um dos momentos mais controversos do discurso, ele chegou a sugerir que os eleitores “trapaceassem” para ajudar o partido a manter o controle do Congresso.
“Vocês precisam me fazer o maior favor que já me fizeram”, disse Trump. “Vocês têm que fazer isso por mim. Têm que fingir que eu estou na chapa”, acrescentou.
O ocupante do Salão Oval também pediu ao público que levantasse a mão direita e repetisse uma espécie de juramento de lealdade. “Eu juro lealdade ao maior presidente da história dos Estados Unidos”, declarou, referindo-se a si próprio. Os apoiadores repetiram a frase, e ele acrescentou que o presidente “nos ama tanto que nem consegue respirar”.
“Sabem o que acontece se não votarem? “, perguntou Trump. “Vão para o inferno. Vocês sabem disso”, respondeu ele.
Em determinado momento, o líder americano declarou que estava “ficando cansado” de política. Ele acrescentou ainda que, se os democratas chegassem ao poder, reverteriam suas políticas e “soltariam criminosos para roubar, estuprar e matar, como víamos há apenas dois anos”.
O presidente dos EUA também reiterou sua promessa de pagar US$ 5 mil (cerca de R$ 25 mil) a cada cidadão americano adulto caso os republicanos conservem a maioria nas duas casas do Congresso (a Câmara dos Representantes e o Senado) nas eleições de novembro. Trump chamou o pagamento de “dividendo” e disse que o dinheiro teria de ser gasto dentro dos Estados Unidos. O custo estimado da iniciativa seria de aproximadamente US$ 1,35 trilhão.
Na quinta-feira, o vice-presidente americano, J. D. Vance, também defendeu a proposta em entrevista à Fox News, sugerindo que seu financiamento pode vir dos tarifaços impostos pelo governo.
A promessa veio ao passo que as pesquisas apontam chances elevadas de a oposição democrata conquistar o controle da Câmara dos Deputados, e até do Senado, nas chamadas midterms, em um momento em que o ocupante do Salão Oval amarga recorde de desaprovação.
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