A pobreza na Argentina atingiu 32,3% da população no primeiro semestre de 2026, segundo dados oficiais divulgados nesta quinta-feira (24). O índice representa uma alta de 4,1 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2025 e significa que cerca de um terço da população estava abaixo da linha de pobreza.
A indigência, que ocorre quando a renda não é suficiente nem para comprar os alimentos básicos necessários para uma pessoa ou família, também aumentou e chegou a 7,5%.
Para medir a pobreza, o Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) considera a renda necessária para cobrir uma cesta básica de alimentos, bens e serviços. No primeiro semestre, essa cesta custava cerca de US$ 340, o equivalente a aproximadamente R$ 1.761 pelo câmbio oficial.
Entre as crianças, os índices são ainda maiores. Segundo o Indec, 44,5% das pessoas de até 14 anos estavam em situação de pobreza no primeiro semestre de 2026. Dentro desse grupo, 10,8% viviam com renda insuficiente até para comprar os alimentos básicos.
O avanço da pobreza ocorreu em um cenário de aceleração da inflação entre o fim de 2025 e o início de 2026. No mercado de trabalho, a taxa de desemprego chegou a 7,9%, o maior nível desde 2021, enquanto quase metade da população economicamente ativa estava na informalidade.
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