Governadores de direita aliados ao senador Flávio Bolsonaro (PL) se dividiram entre a contestação dos resultados da votação deste domingo e o silenciamento. Nas urnas, o presidente fez 4,4 milhões de votos a mais que o adversário. Após o término das apurações, o parlamentar afirmou que pediria a anulação da eleição, acusando o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de ter interferido no pleito ao autorizar a prorrogação da votação por duas horas.
A posição de Flávio também foi seguida por alguns de seus aliados, como Luciano Zucco (PL), recém-eleito para o governo do Rio Grande do Sul. Em um post no X, ele escreveu que o país passou por “mais uma eleição presidencial com interferências abusivas, dados contraditórios e questionamentos que precisam ser devidamente esclarecidos”. “Vamos acompanhar com atenção os desdobramentos e as medidas que venham a ser adotadas”, também afirmou.
Além de Zucco, Sergio Moro (PL), eleito como governador do Paraná, afirmou que “há questionamentos da oposição que precisam ser esclarecidos”. “A maioria expressiva dos paranaenses se posicionou contra Lula e, ainda assim, o resultado da eleição presidencial não foi o que esperávamos”. Os dois, no entanto, encerraram as publicações, com um tom mais ameno, e afirmaram que se comprometem a governar para a população de seus estados “independentemente de quem for o presidente”.
Após serem eleitos no primeiro turno, os dois intensificaram a presença na campanha de Flávio no segundo turno, participando de atos e comícios do senador até a véspera. Zucco também acompanhou a apuração dos votos neste domingo ao lado do senador, em Brasília, junto a outros aliados do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Entre eles, estava o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que não se manifestou após a declaração do resultado. Horas antes, ainda durante a votação, ele publicou um vídeo nas redes sociais em que fazia uma projeção matemática que mostrava que Flávio venceria Lula por cerca de 6 milhões de votos a mais.
Em uma coletiva após o término da apuração, o senador esteve acompanhado do governador eleito no Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL). Em um vídeo publicado nas redes sociais nesta segunda-feira, no entanto, Ruas reconheceu o resultado da disputa nas urnas.
— Na campanha presidencial, estive ao lado de Flávio Bolsonaro, a quem sempre serei leal, e o parabenizo pela campanha limpa e propositiva. Ele percorreu todo o Brasil apresentando as suas propostas e recebeu mais de 59 milhões de votos dos brasileiros. Infelizmente, não vencemos. Na minha opinião, o Brasil perdeu uma oportunidade de mudar seu futuro para melhor, mas foi essa a vontade dos eleitores — disse Ruas.
Entre os aliados de Flávio que permaneceram em silêncio, estão Jorginho Mello (PL), governador de Santa Catarina, e Cleitinho Azevedo (Republicanos), eleito no primeiro turno para o Executivo de Minas Gerais.
Discover more from FATONEWS :
Subscribe to get the latest posts sent to your email.























