Ao menos duas milhões de pessoas foram retiradas de suas casas após o supertufão Bavi atingir a China na noite deste sábado, 11, com ventos de até 145 km/h. O ciclone tocou o solo pela primeira vez na cidade de Taizhou, na costa de leste do país, antes de avançar em direção a Wenzhou, lar de 10 milhões de pessoas, pouco depois da meia noite de domingo, 12. Aulas e expedientes de trabalho foram suspensos, ao passo que mais de 1.000 voos foram cancelados e dezenas de serviços ferroviários foram interrompidos.
A maioria dos evacuados está localizada em Zhejiang, um polo econômico e tecnológico no leste, de acordo com a agência de notícias Reuters. Não há relatos de mortos. Embora tenha perdido força neste domingo, meteorologistas apontaram que o supertufão, do tamanho da França, poderia causar chuvas prolongadas no leste e norte chinês nos próximos dias.
Today, massive waves topping 10 meters (33 feet) battered the coast of Zhejiang, China, as Typhoon Bavi slammed ashore. pic.twitter.com/HdvIrzInaJ
— Weather Monitor (@WeatherMonitors) July 11, 2026
Bavi deverá provocar tempestades nas províncias de Jilin, Liaoning, Hebei, Shandong, Jiangsu e Anhui a partir de segunda-feira, 13, agravando os riscos de inundações no país, que tem lidado com uma sequência de eventos climáticos extremos mortais. A previsão é de que siga para nordeste antes de entrar no norte do Mar Amarelo na terça-feira, 14, informou o Centro Meteorológico Nacional da China.
Antes de chegar à China, o fenômeno deixou milhares de residências sem energia elétrica no Japão, que emitiu alertas de ventos de até 216 km/h. A agência meteorológica japonesa também advertiu para a necessidade de cautela devido às altas ondas e inundações. Bavi também passou por Taiwan, a pequena nação insular que o governo chinês considera parte de seu território, onde os ventos fortes e as chuvas intensas deixaram 134 pessoas feridas. Por lá, cerca de 137 voos internacionais foram cancelados.
Nas Filipinas, primeiro país a ser atingido, Bavi provocou fortes chuvas que desencadearam deslizamentos de terra na ilha de Mindanao. Pelo menos 15 pessoas morreram e outras seis permanecem desaparecidas, de acordo com as autoridades locais.
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