Ele foi considerado culpado de ajudar a contrabandear centenas de toneladas de cocaína produzida na Colômbia para os Estados Unidos, em conluio com narcotraficantes como o mexicano Joaquín “El Chapo” Guzmán, que cumpre pena de prisão perpétua nos Estados Unidos. O ex-presidente recebeu o perdão antes das eleições presidenciais de novembro passado, que seu correligionário conservador, Nasry Asfura, venceu por uma pequena margem, após Trump ameaçar cortar a ajuda a Honduras caso ele não fosse eleito.
“O presidente mais informado do mundo disse: eu revisei, minha equipe e eu o revisamos detalhadamente e aqui foi cometida uma tremenda injustiça, é uma caça às bruxas, é o uso da justiça como arma política”, acrescentou Hernández, perante centenas de apoiadores em um sítio em Comayagua, a 60 km de Tegucigalpa.
Hernández, que chegou ao país em um voo privado e goza de proteção oficial por ser ex-presidente (2014-2022), agora vai enfrentar a justiça hondurenha, que o acusa de ter desviado dois milhões de dólares (cerca de R$ 10 milhões, na cotação atual) de fundos públicos para financiar sua primeira campanha presidencial.
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