O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, receberá nesta terça-feira, 28, seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, para reuniões separadas na Casa Branca.
Ambos os líderes estão em Washington para participar da cerimônia fúnebre do senador republicano Lindsey Graham, um forte apoiador de Israel e da Ucrânia que morreu neste mês, aos 71 anos.
Espera-se que o presidente ucraniano e Trump discutam a promessa do ocupante do Salão Oval na cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de conceder aos ucranianos permissão para fabricar em casa mísseis Patriot, cruciais para alimentar as defesas aéreas do país, e hoje produzidos em solo americano.
“Nossa agenda inclui reuniões com o presidente Trump, sua equipe e aqueles que podem apoiar nossa defesa. Nossa prioridade número um é a defesa antibalística e a cooperação estratégica com a América. A paz precisa ser trazida para mais perto”, escreveu Zelensky em uma publicação no X (ex-Twitter).
Negociações com Moscou
Antes da reunião na Casa Branca, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, disse que o presidente americano “está desempenhando um papel crucial” no avanço das negociações sobre a guerra na Ucrânia. Ele afirmou ainda que Trump e Zelensky “sem dúvida discutirão o que podemos fazer coletivamente para pressionar mais (o presidente russo Vladimir) Putin a chegar à mesa de negociações e acabar com este banho de sangue”.
Na semana passada, o líder ucraniano conversou com o enviado de Trump, Steve Witkoff, e com seu genro, Jared Kushner, em uma tentativa de reativar as negociações paralisadas para pôr fim à guerra de quatro anos com a Rússia.
Amizade desgastada
Em relação à reunião com Netanyahu, espera-se que os líderes abordem a guerra no Irã, enquanto as negociações de paz seguem estagnadas após uma série de ataques de ambos os lados. Além disso, a pauta inclui a guerra na Faixa de Gaza e a presença militar israelense em Gaza, no Líbano e na Síria.
Desde o retorno de Trump à presidência no ano passado, os dois líderes já se encontraram seis vezes na Casa Branca, mais do que qualquer outro chefe de governo estrangeiro. Apesar da relação próxima, marcada por elogios públicos de Netanyahu ao republicano, a parceria passou por desgastes nos últimos meses, especialmente em meio às negociações envolvendo o Irã e à troca de críticas entre os dois.
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