Declarações ofensivas contra o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), feitas por um magistrado que posteriormente foi promovido a desembargador, vieram à tona em investigação conduzida pela Polícia Federal (PF) sobre um suposto esquema de venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).
De acordo com relatório encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF), o então juiz Fernando Paes Campos utilizou o termo “CNBosta” ao se referir ao CNJ em conversas privadas, via aplicativo de mensagens, com o desembargador Marcos Brito. As mensagens foram trocadas em fevereiro de 2022, período em que o magistrado enfrentava a possibilidade de responder a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD).
Em um dos trechos, Fernando Paes critica o funcionamento interno do Conselho e demonstra preocupação com o andamento da denúncia contra ele. “Lá no CNBosta, se deixar correr solto, ninguém se dá ao trabalho de discordar da ministra corregedora”, escreveu.
Além das críticas institucionais, o magistrado também fez ataques pessoais a colegas. Em outra mensagem, refere-se de forma ofensiva ao juiz Rodrigo Pedrini Marcos, responsável por denúncias no CNJ contra membros do Judiciário sul-mato-grossense. “Quanto ao fdp de TL, ele não perde por esperar”, afirmou.
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