Manter a máquina federal em funcionamento custou R$ 33,3 bilhões no primeiro semestre de 2026. O valor, já descontada a inflação, é 10,7% maior que os R$ 30,1 bilhões gastos no mesmo período de 2025 e o mais alto para um primeiro semestre desde 2014, quando a conta chegou a R$ 35,4 bilhões.
O custeio administrativo cobre o que faz o governo abrir a porta todo dia, sem contar nenhum investimento novo, isto é, contas de água e luz, manutenção predial, serviços terceirizados, contratações temporárias, combustível, diárias, passagens e aluguéis.
Serviços de apoio responderam pela maior fatia, R$ 16,7 bilhões, alta de 13,3% em um ano. A rubrica reúne terceirização, limpeza e conservação. Tecnologia da informação consumiu R$ 4,5 bilhões, combustíveis somaram R$ 2,6 bilhões e o mesmo valor foi para aluguel e conservação de imóveis.
O gasto saiu de R$ 34,1 bilhões em 2011, recuou ao longo do ajuste fiscal e do teto de gastos e tocou o piso da série em 2021, com R$ 26,1 bilhões. De lá para cá subiu de forma quase contínua e já devolveu quase tudo o que havia encolhido em uma década.
Os números constam do relatório do Tesouro Nacional referente a junho e não incluem salários de servidores nem benefícios previdenciários, as duas maiores despesas do Orçamento. Trata-se apenas do custo operacional da estrutura administrativa.
Serviços de apoio, tecnologia da informação, combustíveis e imóveis somam R$ 26,4 bilhões, quase 80% de todo o custeio do semestre. Os dados cobrem a execução até 30 de junho e serão atualizados no próximo relatório do Tesouro.
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