A PGR (Procuradoria-Geral da República) fechou um acordo de delação premiada com o empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro, dono da Entre Investimentos e Participações.
A empresa de Freixo seria utilizada para repasses do banqueiro Daniel Vorcaro para a produção de “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Os pagamentos eram feitos ao Havengate Development Fund, um fundo americano que administrava o dinheiro para o “Dark Horse” e encaminhava os recursos para a Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme.
O fundo, sediado no Texas, teria como um dos administradores Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
A colaboração premiada é primeira envolvendo o caso Dark Horse e a segunda ligada à fraude financeira do Banco Master. Como a CNN mostrou, João Carlos Mansur, dono da gestora Reag, também fechou acordo com a PGR.
Após a assinatura do acordo com a PGR, o próximo passo é o envio da proposta de colaboração para o ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF (Supremo Tribunal Federal) e do inquérito sobre o financiamento do “Dark Horse”. O ministro deve avaliar a possível homologação do acordo.
As investigações do caso “Dark Horse” apuram se houve irregularidades no financiamento do filme e se todo o dinheiro repassado por Vorcaro foi direcionado para a produção. Uma das suspeita é que parte dos recursos possam ter sido direcionados para Eduardo Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado. O ex-deputado nega ter recebido repasses.
As parcelas pagas por Vorcaro para a produção do “Dark Horse” foram negociada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência.
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