Conta de luz atrasada, dívidas em dois cartões de crédito e no cheque especial. Esse cenário poderia descrever a situação de muitas famílias brasileiras, mas é a realidade do restaurante Frango Cheff, especializado em galetos, instalado na Zona Norte do Rio. Cintia Alves, dona da empresa, conta que recentemente foi impedida de fazer compras a prazo no seu principal fornecedor devido aos atrasos frequentes para pagar os pedidos, algo que também tem acontecido com os impostos.
Histórias como a dela vêm se espalhando pelo país, como aponta o aumento da inadimplência das empresas. Números da Serasa Experian antecipados ao GLOBO mostram 9,1 milhões de CNPJs negativados em junho, com R$ 232,9 bilhões de dívidas em atraso — ambos os números são recorde da série histórica, iniciada em 2016.
Em maio, eram nove milhões de empresas inadimplentes, com um total de R$ 229,9 bilhões em dívidas. Assim como o Frango Cheff, as empresas do país acumulam mais de uma dívida. Em média, cada firma inadimplente tem 7,3 contas em atraso, que podem ser com o banco, com o fornecedor ou com uma empresa de serviços básicos, por exemplo. A dívida média é de R$ 25.508,96 por CNPJ.
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