O Banco do Brasil encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões, resultado acima das expectativas do mercado e que sinaliza uma melhora após o impacto provocado pelo aumento dos calotes no agronegócio.
O lucro registrado entre abril e junho avançou 3,3% em relação ao mesmo período de 2025. Na comparação com os três primeiros meses deste ano, o crescimento foi mais expressivo, de 13,9%.
O desempenho também superou as projeções de analistas consultados pela Bloomberg, que estimavam resultado de R$ 3,776 bilhões.
A melhora foi impulsionada principalmente pelos resultados da tesouraria e pelas operações destinadas às pessoas físicas. Ao mesmo tempo, porém, o balanço mostrou que a inadimplência continua sendo um dos principais pontos de atenção para o banco.
Crédito supera R$ 1,3 trilhão
A margem financeira bruta do Banco do Brasil alcançou R$ 27,5 bilhões no segundo trimestre, crescimento de 12,1% em um ano.
As receitas de crédito contribuíram para o avanço, com destaque para o consignado privado. A carteira total de crédito do banco ultrapassou R$ 1,3 trilhão em junho, expansão de 0,6% em relação ao trimestre anterior e de 1,5% em 12 meses.
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