O Nubank demitiu, na segunda-feira, 10, dois funcionários que teriam planejado uma sabotagem de sistemas internos, segundo apurou o Estadão/Broadcast. Com isso, 14 pessoas já foram desligadas da empresa desde a última sexta-feira, 7, na esteira da reunião virtual em que o CEO da fintech, David Vélez, anunciou a transição para o modelo de trabalho híbrido a partir de meados do próximo ano.
Procurado, o Nubank não quis se manifestar sobre o caso.
Ainda não é possível concluir se as novas demissões têm relação direta com as reclamações sobre as alterações no regime de home office.
Em um comunicado interno, ao qual o Estadão/Broadcast teve acesso, o CTO do banco digital, Eric Young, informou que operações regulares de segurança da informação identificaram planos de dois empregados para sabotar os sistemas.

Nubank anunciou que, a partir de julho de 2026, funcionários passarão a trabalhar dois dias por semana no escritório da companhia, jornada que avançará a três dias presenciais em janeiro de 2027 Foto: Divulgação/Nubank
Segundo ele, foram tomadas ações rápidas para evitar que a trama fosse concluída e o caso foi reportado às autoridades policiais.
“Todas as evidências serão encaminhadas para as devidas providências, e não faremos comentários sobre investigações em andamento”, escreveu o executivo no memorando, antes de alertar aos “Nubankers” — como são chamados os colaboradores da fintech — que ameaças ao sistema financeiro são crimes federais e devem ser reportados.
Em comunicado logo após as novas destituições, o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região disse ter solicitado reunião para tentar reverter as demissões e que convocou uma plenária com os trabalhadores na próxima quarta-feira, 12. A entidade orientou que os envolvidos evitem se manifestar sobre o tema nas redes sociais.
Estopim
Na quinta-feira passada, a fintech anunciou que, a partir de julho de 2026, os funcionários passarão a trabalhar dois dias por semana no escritório da companhia, jornada que avançará a três dias presenciais em janeiro de 2027. A mudança gerou reclamações na live em que o CEO comunicou as alterações.
No bate-papo da apresentação, um grupo de cerca de 12 pessoas transmitiu mensagens ofensivas, conforme relatos.
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