O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro recorrente de 9,2 bilhões de reais no primeiro semestre de 2026, alta de 25% em relação ao mesmo período de 2025. A informação foi publicada em nota enviada à imprensa nesta quarta-feira, 12.
No acumulado de 12 meses, o lucro recorrente chegou a 17,1 bilhões de reais. No primeiro semestre de 2026, o lucro líquido, considerando as mudanças da Resolução CMN nº 4.966, foi de 14,9 bilhões de reais, com aumento de 12% comparado ao mesmo período de 2025.
Efeitos não recorrentes incluem principalmente receitas de dividendos e juros sobre o capital próprio de 1,6 bilhão de reais, oriundos de Petrobras e JBS, resultado com vendas de ações de 3,9 bilhões de reais (destacando 2,8 bilhões de reais de Petrobras e 0,8 bilhão de reais de Copel), e despesa com provisão para risco de crédito de 0,2 bilhão de reais, efeitos líquidos de tributos.
O BNDES atingiu 1,05 trilhão de reais em ativos totais e 181 bilhões de reais em patrimônio líquido. A inadimplência acima de 90 dias ficou em 0,05%, muito abaixo da média do Sistema Financeiro Nacional (4,68% geral e 0,66% para grandes empresas em junho de 2026).
As aprovações de crédito somaram 110,6 bilhões de reais, aumento de 52% em relação ao mesmo período de 2025. Os maiores crescimentos foram observados no crédito à infraestrutura (+ 91%) e agropecuária (+ 46%), somando 46 bilhões de reais e 24,8 bilhões de reais, respectivamente. Os créditos ao comércio e serviços somaram 17,3 bilhões de reais (+ 27%) e à indústria 22,5 bilhões de reais (+ 24%).
O apoio às micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) alcançou 108,2 bilhões de reais nos primeiros seis meses deste ano, com alta de 22% sobre 2025 (88,8 bilhões de reais). As garantias prestadas por fundos garantidores em operações realizadas por agentes financeiros alcançaram 43,4 bilhões de reais, enquanto as aprovações de crédito somaram 64,8 bilhões de reais.
O volume dos desembolsos do BNDES alcançou 74,8 bilhões de reais no semestre, aumento de 37% em relação ao mesmo período de 2025, mantendo a tendência de alta da carteira expandida. As consultas cresceram 72% em relação ao primeiro semestre de 2025, totalizando 237,7 bilhões de reais.
Os financiamentos de créditos, repasses, debêntures e outros ativos de concessão de crédito, que compõem a carteira de crédito expandida, mantiveram a trajetória de crescimento, atingindo o montante de R$ 684 bilhões em 30 de junho de 2026 (3,1% acima de dezembro de 2025).
“É muito raro combinar essas condições: um consistente e acelerado crescimento do volume de crédito com uma rentabilidade que é a segunda maior do mercado financeiro”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
“Uma empresa 100% pública pode ser muito bem administrada, com muita eficiência e produtividade. Os empregados do BNDES são altamente qualificados e entregando resultados muito além de outras instituições”, acrescentou Mercadante durante a apresentação.
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