
A produção que nasce nas comunidades rurais e chega à mesa das famílias ganhou destaque durante a visita do ministro Wellington Dias a Campo Grande. Em agenda na comunidade quilombola Chácara Buriti, o ministro conheceu o trabalho de pequenos produtores, especialmente das mulheres que transformaram a agricultura familiar em fonte de renda, autonomia e desenvolvimento.
Durante o encontro, representantes da comunidade apresentaram iniciativas de produção e beneficiamento de alimentos e entregaram ao ministro um documento com demandas para fortalecer políticas públicas voltadas à agricultura familiar, geração de renda e produção de alimentos.
Um dos destaques foi o trabalho desenvolvido pelas mulheres na padaria comunitária. Segundo Lucineia de Jesus Domingos Gabilão, coordenadora-geral da Conerq-MS, a iniciativa surgiu para criar oportunidades de trabalho e renda para mulheres que vivem na zona rural. “A nossa preocupação era criar uma oportunidade para essas mulheres trabalharem”, explicou. Para ela, o projeto também ajudou a romper um antigo paradigma dentro da comunidade, garantindo às mulheres autonomia e autoestima por meio do próprio trabalho.
A experiência mostra como a produção pode transformar a realidade da comunidade. Além de gerar renda própria, as mulheres passaram a ocupar um papel de protagonismo na cadeia produtiva. A agricultura familiar também avançou, com produtores aprendendo a produzir em maior escala e com qualidade.
Hoje, segundo Lucineia, agricultores da comunidade fornecem alimentos para 45 escolas por meio da alimentação escolar. “Nossos produtores aprenderam a produzir e produzir com qualidade”, destacou. A intenção é ampliar esse modelo para outras comunidades rurais e fortalecer o acesso às políticas de incentivo à produção.
Durante o encontro, Marina Ricardo Nunes Viana, superintendente federal do Desenvolvimento Agrário, também destacou a participação das mulheres e a importância da presença das políticas públicas. “É importante saber que as famílias estão acessando os programas do MDA e todas as políticas públicas. Nós nos colocamos à disposição sempre”, afirmou.
Wellington Dias destacou a importância de organizar os pequenos produtores para que eles não apenas vendam a matéria-prima, mas também agreguem valor ao que produzem. “Quando a gente produz e tem a chance de, além de ganhar o que produz, ganhar também com o beneficiamento, abre horizonte”, afirmou. O ministro citou como exemplo a diferença entre vender o peixe inteiro e comercializá-lo como filé, aumentando a renda das famílias.

Para ele, o associativismo e o cooperativismo também são fundamentais para fortalecer a produção. “Para a renda, no coletivo, não tem coisa mais forte do que a coletiva”, afirmou Wellington Dias, defendendo a organização dos produtores para ampliar oportunidades de comercialização.
O vereador Landmark Rios participou da agenda e destacou o protagonismo feminino. “Aqui o comando é das mulheres, mas nós temos bons homens aqui também”, afirmou. Landmark também ressaltou a presença de políticas públicas do Governo Federal voltadas à agricultura familiar, às comunidades quilombolas e à reforma agrária.
Ao final, Wellington Dias reforçou o compromisso de apoiar a organização dos produtores e acelerar os avanços da comunidade. “Vocês têm aqui uma história. Vocês têm aqui muitas vitórias. Conquista de vocês. E a gente quer acelerar essa vitória”, declarou.
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