
A decisão da Justiça de negar a liminar que tentava impedir a inauguração do Centro POP, na Rua 26 de Agosto, não encerrou a discussão sobre a instalação do equipamento no Bairro Amambai. Após audiência pública realizada na Câmara Municipal em 21 de agosto, o vereador Landmark Rios (PT) afirma que continuará acompanhando o caso e cobrando providências do Executivo.
A liminar foi solicitada pela Associação de Moradores e Amigos do Bairro Amambai e negada pelo juiz de plantão Claudio Muller Pareja no domingo (30). A entidade questionou a instalação do Centro POP ao lado da Escola Municipal José Rodrigues Benfica, citando preocupações com a segurança dos estudantes.
A escolha do endereço foi discutida durante audiência pública convocada por Landmark, que reuniu moradores, comerciantes, comunidade escolar, Ministério Público, órgãos de segurança, OAB/MS, vereadores e representantes da Assistência Social.
Durante o encontro, moradores destacaram que a principal preocupação não é com a existência do Centro POP ou com o atendimento à população em situação de rua, mas com a localização escolhida e a proximidade com a escola.
O relatório da audiência reúne os questionamentos e encaminhamentos apresentados. Entre eles estão a solicitação de reunião com a secretária municipal de Assistência Social e Cidadania, Camilla Nascimento de Oliveira, pedidos de informações sobre os critérios usados na escolha do imóvel e a existência de estudos técnicos sobre os impactos da instalação.
Landmark também colocou como prioridade a discussão sobre a segurança da região, cobrando informações sobre efetivo, horários de patrulhamento e integração entre Guarda Civil Metropolitana, Polícia Militar e Polícia Civil.
Outro encaminhamento é a avaliação de imóveis alternativos que atendam às exigências do Centro POP e reduzam os impactos apontados pela comunidade.
Para Landmark, a negativa da liminar não encerra o debate. O vereador afirma que seguirá acompanhando as medidas da Prefeitura e cobrando respostas sobre planejamento, estudos e segurança.
A proposta é buscar uma solução que garanta atendimento digno à população em situação de rua, sem deixar de considerar a segurança de moradores, comerciantes e, principalmente, da comunidade escolar.
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