Mesmo sob forte pressão comercial e sobretaxas impostas pelos Estados Unidos, o comércio exterior brasileiro alcançou um marco histórico inédito no acumulado de 12 meses encerrado em julho de 2026: as exportações totais da nação atingiram o recorde absoluto de US$ 368,98 bilhões.
O desempenho histórico reflete a capacidade do Brasil de redirecionar seus fluxos comerciais para parceiros estratégicos na Ásia e no Sul Global. Enquanto as embarcações destinadas ao mercado norte-americano recuaram -14,2%, as vendas para a China avançaram +21,2%, compensando quatro vezes as perdas no comércio com os EUA.
Outro pilar decisivo dessa expansão foi o setor petrolífero. Alavancado pela alta produtividade das jazidas do pré-sal, o saldo comercial do petróleo atingiu o superávit recorde de US$ 38,9 bilhões em 12 meses (exportações menos importações), transformando o setor em uma das principais fontes de divisas da economia nacional. Atualmente, a China e os países asiáticos já absorvem 54,8% de todas as exportações brasileiras.
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