
O prefeito, que já havia defendido que a polícia de Nova York cumprisse ordens de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI), citou diretamente o caso de Netanyahu. “Acho que o primeiro-ministro Netanyahu pertence a Haia”, disse Mamdani ao jornal, em referência à cidade holandesa onde fica a sede do TPI. “É um criminoso de guerra que foi acusado pelo Tribunal Penal Internacional.”
Mamdani admitiu, porém, que ainda não sabe se a legislação permite que ele determine ao Departamento de Polícia de Nova York a detenção de um líder estrangeiro. Segundo o prefeito, a questão está sendo discutida com a equipe jurídica da prefeitura. “Seja lá o que for que a lei me permita fazer na cidade de Nova York, é isso que faremos”, afirmou.
A Assembleia Geral da ONU reúne líderes mundiais todos os anos na sede da organização, em Nova York. O evento deste ano ocorre em meio às tensões provocadas pela guerra em Gaza e às disputas envolvendo decisões do TPI.
Em 2024, o tribunal, com sede em Haia, afirmou que havia motivos razoáveis para acreditar que Netanyahu era responsável por crimes de guerra e crimes contra a humanidade relacionados à ofensiva israelense no território palestino após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.
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