Em uma nova rodada de ataques contra o Irã nesta sexta-feira, 17, os Estados Unidos artingiram infraestruturas importantes do país, como havia ameaçado o presidente Donald Trump no início da semana.
As bombas caíram sobre as províncias de Hormozgan, Bushehr, Sistão e Baluquistão e Khuzistão — todas situadas ao longo do Golfo Pérsico —, bem como na província de Lorestão, no sudoeste. Elas atingiram seis pontes no condado de Khamir, em Hormozgan, resultando na morte de sete pessoas. Houve outra vítima fatal na cidade portuária de Bandar Abbas, na mesma província, onde uma uma estação ferroviária ficou entre os vários alvos dos mísseis.
First footage showing the damage at the Kahurestan Bridge in Bandar Khamir, southern Iran.
This is a highly strategic artery connecting the coastal Hormozgan province to Iran’s central regions and major logistics hubs. The network is crumbling in real-time. pic.twitter.com/60Oc5EMlbQ
— سيف الدرعي| Saif alderei (@saif_aldareei) July 17, 2026
BREAKING: Dramatic footage of the direct hit on the strategic Kahurestan Bridge in southern Iran.
A massive fuel tanker explosion has completely severed this vital supply line. pic.twitter.com/mYB2QkEBzr
— سيف الدرعي| Saif alderei (@saif_aldareei) July 17, 2026
O aeroporto de Iranshahr, na província sudeste de Sistão e Baluquistão, também foi bombardeado, bem como a torre de controle marítimo do porto Shahid Kalantari, em Chabahar, atingida pela terceira vez e “completamente destruída”.
Sistema energético sob pressão
Ao todo, oito pessoas morreram e outras 20 ficaram feridas nos ataques americanos ao redor do Irã nesta madrugada, segundo o Ministério da Saúde do país. Na quarta-feira Trump afirmou que mandaria destruir “todas as usinas e pontes” da república islâmica caso as negociações não fossem retomadas — ações que podem vir a ser consideradas crimes de guerra sob o direito internacional.
O Ministério de Energia do Irã emitiu um comunicado pedindo que a população que reduza o consumo de eletricidade para ajudar a manter o abastecimento nas províncias do sul, que enfrentam “calor extremo e ataques à infraestrutura energética”. A pasta sugeriu que “cada família desligue os aparelhos de ar-condicionado por apenas uma hora durante os horários de pico de consumo”.
“Se cada um de nós fizer essa pequena contribuição, poderemos ajudar a melhorar o fornecimento de eletricidade para a população do sul do país, reduzindo a carga na rede e aliviando a pressão sobre o sistema elétrico nacional”, acrescentou a nota.
“Resposta ainda mais devastadora”
Após os disparos desta sexta, a Guarda Revolucionária Islâmica ameaçou realizar ataques “ainda mais devastadores” contra países vizinhos que abrigam bases dos Estados Unidos, alertando que eles pagarão um “preço devastador” caso as forças americanas continuem a atacar a infraestrutura civil do Irã.
“O inimigo americano e os países que abrigam suas bases na região devem saber que cruzar linhas vermelhas e atacar civis e infraestrutura civil acarretará um preço muito severo e devastador. Caso o inimigo persista nesse caminho, respostas ainda mais devastadoras estão a caminho”, afirmou um comunicado.
O Irã já voltou a disparar contra as monarquias do Golfo aliadas de Washington, incluindo Kuwait, Bahrein, Jordânia e Catar. A Gurada Revolucionária alegou ter “mirado caças e aeronaves de reabastecimento americanos estacionados na Jordânia”, resultando na “destruição de várias aeronaves de reabastecimento e aviões de combate dos EUA, além de danos graves a muitas outras”.
As forças armadas da Jordânia haviam informado anteriormente que derrubaram três mísseis lançados pelo Irã na segunda-feira, mas não confirmou os ataques desta sexta.
O Ministério de Energia do Kuwait, enquanto isso, informou que uma de suas usinas de energia e dessalinização de água foi atingida, resultando em um incêndio e danos à instalação.
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