
Para o Ministério Público, o relatório urológico apresentado pelos advogados, que aponta uma disfunção sexual moderada, não traz qualquer referência que permita excluir a possibilidade da prática de assédio sexual atribuída ao magistrado.
A avaliação foi compartilhada pelo órgão no processo administrativo que tramita no STJ.
Para sustentar essa leitura, o MPF mencionou a oitava realizada com um médico ouvido como testemunha no processo. Na ocasião, o vice-presidente do STF e relator do processo administrativo contra Buzzi, Luis Felipe Salomão, questionou se o estado de saúde do ministro seria compatível com um dos episódios relatados por uma das denunciantes. A resposta do médico é que a ocorrência dos fatos não seria impossível.
O médico explicou que, apesar das limitações de atividades em função da diferença no comprimento das pernas, da dificuldade de equilíbrio, da redução de força e do maior risco de quedas, isso não o impediria de ter tido as condutas das quais é acusado.
A posição do MPF é uma resposta a iniciativa dos advogados de Buzzi, que apresentaram laudos médicos sobre limitações físicas do magistrado para tentar afastar acusações de importunação e assédio sexual que estão sob investigadas.
Desde abril, o ministro é alvo de um processo administrativo disciplinar, instaurado pelo STJ para apurar as denúncias feitas por duas mulheres.
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