• Capa
  • Justiça
  • Tecnologia
Quarta-feira, Julho 15, 2026
18 °c
Dourados
24 ° Qui
27 ° Sex
Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Início
  • Dourados

    Força-tarefa mira lixões e reforça ações de prevenção à saúde pública

    Concluída a limpeza do lago do Antenor Martins; prefeitura começa força-tarefa no Rego D’Água

    Vereador cobra providências da Sanesul para acabar com mau cheiro em bairros

    Chikungunya segue em desaceleração e notificações despencam em Dourados

    Terceiro Arraiá dos Ipês acontece nesta terça-feira com diversas atrações

    Douradenses superam adversários e vencem 7ª edição da Meia Maratona do Fogo

    Câmara de Dourados encerra 1º semestre com quase 3 mil proposições

    Frente de recuperação asfáltica avança e transforma ruas do Jardim Maipu

    Prefeitura abre sindicância contra Ana Paula por não cumprir horário como professora da Reme

  • Mundo
  • Política
  • Brasil
  • Policial
  • Agro
Sem resultado
Ver todos os resultados
FATONEWS :
  • Início
  • Dourados

    Força-tarefa mira lixões e reforça ações de prevenção à saúde pública

    Concluída a limpeza do lago do Antenor Martins; prefeitura começa força-tarefa no Rego D’Água

    Vereador cobra providências da Sanesul para acabar com mau cheiro em bairros

    Chikungunya segue em desaceleração e notificações despencam em Dourados

    Terceiro Arraiá dos Ipês acontece nesta terça-feira com diversas atrações

    Douradenses superam adversários e vencem 7ª edição da Meia Maratona do Fogo

    Câmara de Dourados encerra 1º semestre com quase 3 mil proposições

    Frente de recuperação asfáltica avança e transforma ruas do Jardim Maipu

    Prefeitura abre sindicância contra Ana Paula por não cumprir horário como professora da Reme

  • Mundo
  • Política
  • Brasil
  • Policial
  • Agro
Sem resultado
Ver todos os resultados
FATONEWS :
Sem resultado
Ver todos os resultados

Nove anos depois, Trump volta a Pequim como o lado mais fraco

Samuel Azevedo por Samuel Azevedo
12/05/2026
no Opinião
Tempo de leitura:12 minutos de leitura
17
A A
Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no LinkedinCompartilhe no WhatsAppCompartilhe no Telegram

Rússia e China vão entrar na guerra do Irã? Como os países foram atingidos pelas ações dos EUA?

Apesar das relações políticas e econômicas com Teerã, tanto Moscou quanto Pequim têm oferecido, até agora, apenas apoio retórico à República Islâmica. Crédito: Imagens: AFP

Donald Trump desembarcará em Pequim nesta semana para a primeira visita de Estado de um presidente americano à China em quase uma década. A viagem anterior havia sido feita por ele mesmo, em 2017, em seus primeiros dias no controle da Casa Branca.

Há 9 anos, Xi Jinping orquestrou para Trump uma visita pra lá de especial, com direito a um jantar privado na Cidade Proibida, um desfile pela Praça da Paz Celestial, uma cerimônia no Grande Salão do Povo e US$ 250 bilhões em acordos anunciados.

Agora, a relação parece ter se invertido. Xi recebe Trump convencido de que o Ocidente está em declínio.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cumprimenta o presidente da China, Xi Jinping, em Busan, na Coreia do Sul Foto: Mark Schiefelbein/AP

Essa inversão é o ponto de chegada de um movimento que vinha sendo construído havia duas décadas.

Em setembro de 2005, Robert Zoellick, número 2 do Departamento de Estado do governo Bush, proferiu um discurso emblemático, que formularia a doutrina americana na China nos anos seguintes. Zoellick defendeu que a China havia emergido e se juntado ao mundo; e que era hora de empurrá-la a se tornar um “responsible stakeholder” do sistema internacional.

Havia três premissas otimistas para Washington:

1. o sistema era americano e permaneceria americano;

2. a China aceitaria operar dentro dele;

3. o crescimento econômico chinês acabaria produzindo liberalização política.

As três premissas falharam categoricamente. E o segundo mandato de Trump representa uma ruptura nessa trajetória.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cumprimenta o presidente da China, Xi Jinping, em Busan, na Coreia do Sul Foto: Mark Schiefelbein/AP

A visita de Trump a Pequim, nesse momento, ocorre após o presidente americano atacar repetidamente o sistema internacional desenhado pelos próprios americanos.

No ano passado, Washington anunciou a retirada de diferentes agências da ONU e do seu Conselho de Direitos Humanos. Iniciou o desligamento da OMS, aprofundou a paralisia da OMC e abandonou, na nova Estratégia de Segurança Nacional, a expressão “ordem internacional baseada em regras”.

Há cinco meses, um memorando presidencial ampliou, em Washington, a retirada de tratados e convenções que, segundo o governo, contrariam os interesses americanos.

A isso precisamos acrescentar a sequência de movimentos contra aliados históricos – como canadenses, mexicanos e europeus – e o voto contra a resolução da ONU que condenava a invasão russa na Ucrânia.

Trump faz a presidência mais pró-Moscou da história americana – e a menos pró-União Europeia.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assina uma ordem executiva no Salão Oval da Casa Branca, em Washington Foto: Alex Brandon/AP

A cúpula dessa semana estava marcada para o início de abril. Foi adiada por causa da guerra no Oriente Médio. Em fevereiro deste ano – como acompanhamos nas páginas do Estadão – Estados Unidos e Israel atacaram o Irã, matando o líder supremo do regime, Ali Khamenei. Teerã respondeu fechando, na prática, o Estreito de Ormuz. Os Estados Unidos retaliaram bloqueando os portos iranianos. O resultado foi a maior interrupção da história do mercado global de petróleo.

O presidente da China, Xi Jinping, participa de uma reunião no Grande Salão do Povo, em Pequim Foto: Maxim Shemetov/AP

As terras raras são um grupo de minerais sem os quais simplesmente não se fabrica tecnologia militar moderna. Estão no caça F-35, nos submarinos americanos de propulsão nuclear, nos mísseis de cruzeiro, nos drones de combate, nos radares. A China extrai 60% das terras raras do mundo e, mais importante, refina mais de 90%. Os Estados Unidos importam 70% das suas terras raras da China. É uma dependência que ninguém reverterá no curto prazo.

Em outubro do ano passado, Pequim apertou o parafuso, editando novas regras de exportação – as mais severas até então – virando contra Washington uma manobra jurídica que os próprios americanos haviam criado, anos antes, para travar a venda de chips à China. Trump retaliou a decisão como sabe: com tarifa.

Numa única sexta-feira, os mercados americanos perderam 2 trilhões de dólares. Até que o presidente americano recuou: aceitou reduzir as tarifas em troca da suspensão, por um ano, das restrições chinesas – suspensão que vai até o próximo mês de novembro.

Como ler esse momento? Os paralelos com a Guerra Fria, hoje dominantes no debate americano sobre a China, dão conta apenas de uma parte do que se passa. A ferramenta analítica mais útil vem, ironicamente, do mesmo homem que desenhou a abertura americana à China na década de 1970.

O presidente da China, Xi Jinping, acena ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, antes de uma cúpula em Busan, na Coreia do Sul Foto: Mark Schiefelbein/AP

Antes de se tornar estrategista da Casa Branca, Henry Kissinger defendeu em Harvard uma tese de doutorado sobre o Congresso de Viena de 1815 – a reunião em que as monarquias europeias, depois da derrota de Napoleão, tentaram reconstruir a ordem internacional que a Revolução Francesa havia abalado. O argumento que Kissinger desenvolveu no livro é uma das ferramentas mais úteis da teoria das relações internacionais.

Kissinger distingue dois tipos de estadista.

O primeiro aceita a ordem internacional existente como legítima e atua dentro dela. É o estadista que negocia, realiza concessões e busca o equilíbrio.

O segundo tipo rejeita essa legitimidade e atua para refundar o sistema. É Napoleão, no livro. E é, em outros lugares e momentos, qualquer líder que considere a ordem vigente uma armadura a ser quebrada.

A tese central de Kissinger é contraintuitiva. A estabilidade do sistema internacional, ele argumenta, não depende de paz. Depende de que as grandes potências aceitem a legitimidade do sistema. Quando uma potência se converte em revolucionária – quando passa a achar que a ordem é ilegítima e precisa ser substituída – o sistema entra em crise, mesmo quando não há uma guerra aberta.

O sintoma da estabilidade é a espontaneidade com que se opera dentro das regras; o sintoma da crise é a consciência aguda de que aquelas regras são apenas um arranjo, e um arranjo que inevitavelmente será desfeito.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversa com jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, em Washington Foto: Alex Brandon/AP

Os critérios de Kissinger se aplicam a Trump com uma precisão cirúrgica. O que Trump deseja não é uma competição entre grandes potências. É um conluio entre grandes potências – um “concerto” parecido com aquele que governou a Europa do século 19, em que algumas poucas nações dividiam o mundo entre si e impunham as suas vontades ao resto. Um mundo administrado por homens fortes que trabalham juntos não para preservar regras, mas para impor uma visão compartilhada sobre os demais. A lei da selva.

Por isso, Trump é inegavelmente um revolucionário. Talvez o maior, desde a fundação desse país.

E Xi? Xi não ocupa um papel diferente.

Os dois são revolucionários: um pela negação do sistema, outro pela construção de uma arquitetura paralela que, no limite, tem grandes chances de substituí-lo.

A configuração desse momento é, portanto, inédita. Dois revolucionários sendo empurrados pela própria estrutura material do mundo – terras raras, semicondutores, petróleo, Ormuz – a co-administrar o sistema que ambos rejeitam.

Saiba mais

A cúpula dessa semana certamente produzirá acordos. Haverá anúncios sobre o tráfico de fentanil, sobre o ritmo das restrições às terras raras, talvez sobre a estabilização do Estreito de Ormuz. A coreografia chinesa será impecável. Trump voltará a Washington dizendo que foi a maior cúpula da história.

O paradoxo é que a estrutura material do mundo – a mesma que empurra Trump a Pequim e Xi a recebê-lo – impõe um regime de cooperação tática a dois projetos de fundo incompatíveis, enquanto os dois lados já trabalham, em paralelo, para tornar o outro dispensável.

Por isso, na China, nesta semana, não se enterrará apenas uma doutrina americana que pautou o século 21 até aqui. Será inaugurada a primeira tentativa de gerir conjuntamente um sistema internacional por dois líderes que não acreditam nele.

Eis um experimento sem precedente moderno.

Donation

Buy author a coffee

Donate

Related


Discover more from FATONEWS :

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Samuel Azevedo

Samuel Azevedo

Trabalhamos sempre pelo melhor!

NotíciasRelacionadas

Opinião

Temer: ‘O eleitorado espera projetos para o País, e não disputa de nomes’

09/07/2026
Opinião

O mundo Gilead do Bolsonarismo

05/07/2026
Opinião

Maior escravizador das Américas, Estados Unidos querem punir o Brasil

06/06/2026
Opinião

O encontro de Lula e Trump após a decisão dos EUA sobre CV e PCC

30/05/2026
Opinião

Bolsa Família e a incoerência do debate público no Brasil

27/05/2026
Opinião

O altar como comício: A oração política de Silas Malafaia e o eco de Caifás.

23/05/2026

Recomendadas

Brasil pode ter este ano segundo maior superávit na balança comercial, mesmo com tarifaço de Trump

4 horas ago

A bolada milionária que brasileiros gastaram em bets na Copa do Mundo

4 horas ago

Tendência

Flávio erra conta ao falar de tarifa da China sobre carne brasileira

4 dias ago

Presidente Vargas será interditada sábado e Monte Alegre no domingo para Meia Maratona do Fogo

5 dias ago

MAIS LIDAS

Trump pede que Israel “termine o trabalho” em Gaza

12 meses ago

Trump limita comentários de perfil oficial no Instagram após brasileiros criticarem tarifaço: ‘país soberano’

1 ano ago
Screenshot

Quem é o juiz que atropelou ciclista ao dirigir embriagado com mulher nua no colo

12 meses ago

Caso de bolo envenenado com arsênio completa um mês

1 ano ago

‘Dízimos para Deus’: Igreja Universal terá que devolver R$ 50 mil à fiel com bipolaridade

1 ano ago
FATONEWS :

Somos uma empresa de comunicação voltada a divulgar a notícia verdadeira, em amplo combate a fake news.

Categorias

  • Agro (180)
  • Brasil (1.154)
  • Capa (1.690)
  • Carros (115)
  • Cidades (780)
  • Cultura (149)
  • Dourados (915)
  • Economia (608)
  • Educação (64)
  • Eleições (29)
  • Esportes (10)
  • Justiça (463)
  • Land Mark (12)
  • Mundo (672)
  • Opinião (116)
  • Policial (430)
  • Política (811)
  • Saúde (378)
  • Sociedade (162)
  • Tecnologia (331)
  • Uncategorized (21)

Siga-nos

  • Capa
  • Justiça
  • Tecnologia

Copyright © 2012 - 2026, Reprodução permitida se citada a fonte. Samuka Câmara 67 98144-9925

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

Manage Consent
To provide the best experiences, we use technologies like cookies to store and/or access device information. Consenting to these technologies will allow us to process data such as browsing behavior or unique IDs on this site. Not consenting or withdrawing consent, may adversely affect certain features and functions.
Functional Sempre ativo
The technical storage or access is strictly necessary for the legitimate purpose of enabling the use of a specific service explicitly requested by the subscriber or user, or for the sole purpose of carrying out the transmission of a communication over an electronic communications network.
Preferences
The technical storage or access is necessary for the legitimate purpose of storing preferences that are not requested by the subscriber or user.
Statistics
The technical storage or access that is used exclusively for statistical purposes. The technical storage or access that is used exclusively for anonymous statistical purposes. Without a subpoena, voluntary compliance on the part of your Internet Service Provider, or additional records from a third party, information stored or retrieved for this purpose alone cannot usually be used to identify you.
Marketing
The technical storage or access is required to create user profiles to send advertising, or to track the user on a website or across several websites for similar marketing purposes.
  • Gerir opções
  • Gerir serviços
  • Gerir {vendor_count} fornecedores
  • Leia mais sobre esses propósitos
View preferences
  • {title}
  • {title}
  • {title}
Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Cart
  • Checkout
  • Home 1
  • My account
  • Sample Page
  • Shop

Copyright © 2012 - 2026, Reprodução permitida se citada a fonte. Samuka Câmara 67 98144-9925

Este site utiliza cookies. Ao continuar a utilizar este site, você concorda com a utilização de cookies.

Not enough quota to unlock this post
Unlock left : 0
Are you sure want to cancel subscription?