Segundo o Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian, o número de empresas inadimplentes no Brasil não para de subir em 2025. No total, são 8,4 milhões de empresas em dívidas, configurando um novo recorde nacional.
Na região Centro-Oeste, no mês de setembro, foram contabilizadas 729.275 empresas negativadas. Destas, 115.831 são de Mato Grosso do Sul, 4.616 a mais que o levantamento do mês de agosto, que era, até então, o maior já registrado.
Esse número representa 31,17 das empresas ativas registradas no Estado.
São ainda 917.472 dívidas negativadas, resultando em um montante de quase R$ 2 bilhões em contas atrasadas no Estado.
Mesmo assim, MS teve o menor número registrado da região Centro-Oeste. Goiás é o líder do ranking por região, com 265.076 negócios com contas em atraso, seguido pelo Distrito Federal, com 190.160 empresas e Mato Grosso, com 158.208.

Em uma década, o número de empresas negativadas mais que dobrou em Mato Grosso do Sul, saindo do número inicial de 49.098 em 2016 para os atuais 115.831. Isto é, em nove anos, 66.733 CNPJs entraram para a lista de negativados em MS.
No entanto, segundo o levantamento, mesmo com o menor valor em dívidas negativadas (R$ 2.987.944.339), o valor médio das dívidas é o segundo maior da região, de R$ 25.795,72, atrás somente do Distrito Federal (R$ 29.182,80).
Nacional
O número de 8,4 milhões de empresas inadimplentes no Brasil no mês de setembro representa um novo recorde, sendo o maior número desde o início da série histórica.
No período, a dívida média das companhias foi de R$ 24.074,50, um aumento de 9,5% em relação ao mesmo mês no ano passado.

Cada empresa inadimplente acumulou, em média, 7,2 contas em atraso, com um ticket médio por compromisso financeiro vencido de R$ 3.331,3, resultando em uma soma de mais de R$ 200 bilhões em dívidas atrasadas.
A economista da datatech, Camila Abdelmalack, explica que esse aumento no ticket médio ocorre por uma combinação de fatores.
“As altas taxas de juros deixam a negociação mais cara e mais difícil, assim como um ambiente mais restritivo por conta do volume recorde de inadimplentes, fechando assim um ciclo que complica a recuperação do crédito e a saída da inadimplência por essas empresas”, finaliza.
Do total de empresas negativadas no mês de setembro de 2025, 54,7% eram do setor de “serviços”; 33,2% do “comércio”; 8,0% da “indústria”; 3,1% do setor “outros”, que compõem serviços financeiros ou de tecnologia; e 0,9% do setor “primário”.
As maiores dívidas se concentraram nos setores de “serviços” (32,1%), seguido por “bancos e cartões” (19,5%).

A maioria das companhias inadimplentes eram Micro, Pequenas e Médias Empresas (7,9 milhões), onde o valor das 55,9 milhões das dívidas em atraso somaram R$ 174 bilhões.
Entre as regiões, os estados do Sudeste registraram o maior volume de CNPJs negativados (mais de 4,5 milhões), seguidos pelos da região Sul (mais de 1,3 milhão) e da região Nordeste (ultrapassando a marca de 1,2 milhão).
A região Centro-Oeste (729 mil) e Norte (499 mil) tiveram os menores números nacionais.

Registro de empresas
Mesmo com os dados de inadimplência preocupantes, a Junta Comercial de Mato Grosso do Sul (Jucems) vem registrando alta também na abertura de novas empresas.
Pela décima vez consecutiva desde o início do ano, Mato Grosso do Sul registrou alta no número de empresas abertas no Estado. No mês de outubro, de acordo com o balanço divulgado pela Junta Comercial de Mato Grosso do Sul (Jucems), foram registradas 1.131 novas firmas.
Assim, em números atualizados, de janeiro a outubro, o Estado contabiliza 11.379 novas empresas constituídas.
Esse é o décimo mês consecutivo que a Jucems ultrapassa o número de mil registros mensais. Em 2024, a marca de mil abertura de empresas por mês, só foi atingida nos meses de abril e julho.
O setor de serviços manteve a liderança, com 843 novas empresas abertas nomês , seguido pelo comércio, com 234 registros e pela indústria, com 54.
Na distribuição por Classificação Nacional de Atividade Econômica – (CNAE), que são os subsetores da economia, os resultados principais são os seguintes:
- Holding de Instituições Não Financeiras (54)
- Serviços Combinados de Escritório e Apoio Administrativo (38)
- Transporte Rodoviário de Carga Intermunicipal e Interestadual (32)
- Cultivo de Soja (30)
- Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial (27)
- Atividades Médicas Ambulatoriais (23), entre outros.
Por distribuição regional, Campo Grande é o responsável pelo maior número entre os municípios, com 319 novas empresas, o que representa 46,7% do total. Na sequência estão Dourados (73), Três Lagoas (23), Chapadão do Sul (20), Corumbá (18), Naviraí (18), Ponta Porã (18), Costa Rica (11), Ribas do Rio Pardo (11) e Aquidauana (9).
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