• Capa
  • Justiça
  • Tecnologia
Sexta-feira, Junho 26, 2026
12 °c
Dourados
15 ° Sex
20 ° Sáb
Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Início
  • Dourados

    Dourados oficializa estratégia para enfrentar emergências e proteger a população

    Dourados tem classificação A em ranking do Tesouro Nacional

    Dourados registra 3,8°C e tem a madrugada mais fria do ano

    Após acidente fatal, vereadora pede semáforo em cruzamento do Parque dos Coqueiros

    17º Arraiá da UFGD terá muita música e comidas típicas no fim de semana

    Associação Comercial destaca retomada das obras da Feira Livre de Dourados

    Câmara aprova reforma administrativa, reconhece São Miguel Arcanjo e arquiva denúncia contra Isa

    MS recebe imagem de São Miguel em peregrinação do Instituto Hesed

    Empresa da Capital vence licitação e vai construir a Casa da Mulher Brasileira em Dourados

  • Mundo
  • Política
  • Brasil
  • Policial
  • Agro
Sem resultado
Ver todos os resultados
FATONEWS :
  • Início
  • Dourados

    Dourados oficializa estratégia para enfrentar emergências e proteger a população

    Dourados tem classificação A em ranking do Tesouro Nacional

    Dourados registra 3,8°C e tem a madrugada mais fria do ano

    Após acidente fatal, vereadora pede semáforo em cruzamento do Parque dos Coqueiros

    17º Arraiá da UFGD terá muita música e comidas típicas no fim de semana

    Associação Comercial destaca retomada das obras da Feira Livre de Dourados

    Câmara aprova reforma administrativa, reconhece São Miguel Arcanjo e arquiva denúncia contra Isa

    MS recebe imagem de São Miguel em peregrinação do Instituto Hesed

    Empresa da Capital vence licitação e vai construir a Casa da Mulher Brasileira em Dourados

  • Mundo
  • Política
  • Brasil
  • Policial
  • Agro
Sem resultado
Ver todos os resultados
FATONEWS :
Sem resultado
Ver todos os resultados

Charlie Kirk: Quando a mídia normaliza o extremismo

Samuel Azevedo por Samuel Azevedo
20/09/2025
no Opinião
Tempo de leitura:7 minutos de leitura
18
A A
0
Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no LinkedinCompartilhe no WhatsAppCompartilhe no Telegram

Cobertura da grande imprensa brasileira, com seu desconhecimento sobre os EUA e sua recusa em nomear extremistas, normaliza a extrema direita

“Ativista conservador”, “fundador da organização conservadora”, “influenciador trumpista”, “líder da direita cristã pró-Trump”. É assim que a imprensa brasileira tem coberto a morte Charlie Kirk, um radical que fez carreira propagando ideias nazistas, racistas e violência extrema, como televisionar execuções sumárias para “fins educativos”.

Leiatambém

Maior escravizador das Américas, Estados Unidos querem punir o Brasil

06/06/2026

O encontro de Lula e Trump após a decisão dos EUA sobre CV e PCC

30/05/2026

Bolsa Família e a incoerência do debate público no Brasil

27/05/2026

O altar como comício: A oração política de Silas Malafaia e o eco de Caifás.

23/05/2026

Mais de uma semana após o assassinato de Charlie Kirk, as manchetes até agora são reveladoras sobre a maneira como os principais grupos de mídia do país se esforçam para não rotular o extremista como extrema direita.

“Há um processo de normalização da extrema direita no caso do Charlie Kirk e, eu acredito que, de alguma forma, esse processo é condizente com o que acontece no Brasil”, avalia Afonso de Albuquerque, professor do curso de Estudos de Mídia da Universidade Federal Fluminense.

“Charlie Kirk era um publicista extremamente racista, que elogiava atentados contra políticos de esquerda. Apelava para a violência como retórica e para o discurso de ódio o tempo todo. Ele cultivava valores e atitudes que alimentaram o seu próprio assassinato” disse ao Intercept João Feres Júnior, professor de ciência política do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Quando não dão nomes aos bois, a cobertura do Globo, Folha e Estadão – os maiores jornais do país – se aproxima daqueles veículos que tem uma linha editorial clara de direita, como Brasil Paralelo, Gazeta do Povo e Jovem Pan. Isso, em nome de uma pretensa isenção – que não existe.

Albuquerque, da UFF, acredita que a cobertura do assassinato de Charlie Kirk expõe dois elementos cruciais que afetam em grande medida veículos tradicionais no país. Primeiro, é “pobre do ponto de vista de inteligência e análise”. Segundo, o fato de que, diante da morte, a grande mídia tende a adotar um conservadorismo de atitude. Então, o indivíduo que em vida era nazista vira ‘conservador’.

Nesse sentido, a mídia hegemônica no Brasil se aproxima da norte-americana. “A grande mídia, que eles chamam de legacy media, em inglês, tem suavizado a extrema direita, normalizado. Na verdade, tratado como uma contendora que joga no jogo da democracia. O que não é sempre o caso”, diz Feres.

E por que isso importa? Este tipo de cobertura – incompleta e rasa – contribui muito para um abrandamento do real perfil de Kirk e seu legado. A relutância em tratá-lo como um ator da extrema direita norte-americana normaliza o extremismo e dilui as fronteiras entre agentes políticos apenas conservadores e extremistas anti-democráticos.

O  que está em jogo é que a mídia brasileira, em um alinhamento automático às mídias norte-americanas, tem se posicionado na defesa de que o Kirk tinha o direito de dizer o que dizia a pretexto de uma pretensa liberdade de expressão. Mas essa liberdade, por não ser absoluta – pelo menos no Brasil – não dá o direito do indivíduo promover discursos de ódio e agressão.

Para Albuquerque, os grandes jornais brasileiros apenas reproduzem o ponto de vista predominante nos Estados Unidos, tratando esse país como uma espécie de sol e orbitando ao seu redor. Ele aponta como uma consequência direta da forma como esses veículos foram constituídos, tanto empresarial quanto historicamente, dentro de uma perspectiva que vê os Estados Unidos como modelo a ser seguido pelo Brasil.

Culpabilizar a “extrema esquerda”

Logo após o atentado contra Kirk começaram a circular vídeos destacando sua família, turbinados pelos algoritmos das redes sociais que privilegiam conteúdos que geram reações emocionais intensas.

O objetivo era claro: desconstruir sua figura política e culpabilizar a “extrema esquerda” pela morte de um “homem de família”, fomentando um discurso polarizante do “nós contra eles”. Mesmo discurso que vem sendo adotado por parlamentares e influencers de direita e extrema direita no Brasil.

À frente do Turning Point USA, organização que fundou, Kirk defendia uma visão nacionalista cristã, e branca, dos Estados Unidos que é um dos pilares de sustentação da base do ‘Make America Great Again’, o MAGA.

O Southern Poverty Law Center, ONG dos EUA que atua contra grupos supremacistas, descreveu a organização como uma instituição que “manipula sentimentos de insegurança e ansiedade para gerar indignação e mobilizar apoio com o objetivo de restaurar e preservar uma ordem social cristã, branca e patriarcal.” Ou seja, descreveu o conceito de nacionalismo cristão supremacista.

Embora tenha iniciado sua trajetória no setor mais moderado do conservadorismo, Kirk foi adotando posições cada vez mais radicais à medida que sua influência crescia, sobretudo entre jovens universitários. Após sua morte, setores da extrema direita chegaram a interpretar o episódio como o início de uma guerra.

No rastro do atentado, muitos exaltaram a herança política deixada por Kirk, frequentemente destacando sua habilidade estratégica, mas sem considerar de forma crítica os efeitos políticos de seu discurso. Sua atuação é considerada central na ascensão de jovens nacionalistas brancos e cristãos, uma peça importante no crescimento do extremismo.

Kirk ficou conhecido por participar de debates em campi universitários, estratégia que lhe dava visibilidade e autoridade, com pessoas jovens e em formação. Mas seu compromisso principal estava no projeto político trumpista de restringir a participação democrática de pessoas que não fossem brancas, cristãs e seguissem sua estrita agenda.

Criminalização da esquerda: a onda de violência política nos EUA

A ativista extremista Laura Loomer, por exemplo, chegou a convocar abertamente ataques contra qualquer pessoa ou grupo identificado como de esquerda. Estudantes negros começaram a receber ameaças imediatamente após o assassinato. Isso, antes de saberem que o assassino é de família religiosa, branco e criado em família republicana e apoiadora de Trump.

A narrativa ganhou fôlego com declarações de Trump, que associou o episódio a “terrorismo” e divulgou um vídeo prometendo que sua futura administração miraria a chamada “esquerda radical” e as organizações a ela ligadas.

A realidade diz o contrário e o governo Trump sabe disso. Não por acaso, o departamento de Justiça dos EUA apagou o estudo que concluiu que extremistas de direita mataram seis vezes mais americanos do que outros grupos terroristas nacionais.

Analistas alertam que esse movimento representa um momento de grande perigo, sinalizando a possibilidade de uma nova onda de repressão política legitimada por lideranças da direita trumpista.  

Isso ecoa no Brasil. Jornais brasileiros como Gazeta do Povo vem chamando de “extremistas” quem fez piada com a morte do verdadeiro extremista, em alinhamento com políticos de extrema direita. Não é muito diferente na cobertura de jornais com mais prestígio, como o Estadão, que repercutiu acriticamente em um texto copiado do New York Times, que “assassino de Charlie Kirk seguia ideologia ‘esquerdista’ e havia se ‘radicalizado’”, repetindo palavras do governador de Utah, estado onde Kirk foi morto. O mesmo texto diz que o governador “não ofereceu detalhes que fundamentassem sua avaliação das opiniões do suspeito”.

O deputado federal Nikolas Ferreira, do PL mineiro, postou no X: “seja a extrema-direita que eles tanto tem medo”, em uma imagem que usa a estética extremista, com a ilustração do “clown pepe“, uma variante do cartoon Pepe the Frog, adotado como identidade de comunicação pelos chamados Groypers, uma dissidência dentro da alt-right, que, entre outras alegações nega o Holocausto e prega a supremacia do homem branco estadounidense.

O professor Afonso de Albuquerque avalia que o que está em curso hoje é uma lógica de análise por comparação ao extremo absoluto. Assim, quase todos parecem moderados. É um engano perigoso, que desloca o debate público para a direita e rebaixa os limites do que é aceitável.

Diante deste cenário, a imprensa não pode usar eufemismos para descrever os fatos. As pessoas que defendem extermínio de opositores e endossam ideias nazistas e violentas não podem ser renomeadas de “influenciadores” ou meros “ativistas”. Cabe aos jornalistas não servirem de ferramenta para a reembalagem de mensagens extremistas e totalitárias – que pregam, inclusive, seu fim.

Por Cecília Oliveira e Vinicius Madureira

Donation

Buy author a coffee

Donate

Related


Discover more from FATONEWS :

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Samuel Azevedo

Samuel Azevedo

Trabalhamos sempre pelo melhor!

NotíciasRelacionadas

Opinião

Maior escravizador das Américas, Estados Unidos querem punir o Brasil

06/06/2026
Opinião

O encontro de Lula e Trump após a decisão dos EUA sobre CV e PCC

30/05/2026
Opinião

Bolsa Família e a incoerência do debate público no Brasil

27/05/2026
Opinião

O altar como comício: A oração política de Silas Malafaia e o eco de Caifás.

23/05/2026
Opinião

A rejeição de Jorge Messias e o preço da rigidez institucional

21/05/2026
Opinião

A gargalhada de Flávio eleva a mentira a um novo patamar de cinismo

16/05/2026

Recomendadas

Deputado do PL condenado pelo STF volta a ser alvo da PF

8 horas ago

PF faz operação sobre fraude contábil na Americanas; Justiça bloqueia R$ 54 bi

8 horas ago

Tendência

Os alegres e travessos Minions da Illumination invadem o Burger King® em parceria ligada ao novo filme, Minions & Monstros

1 dia ago

Leilão da Sefaz oferece mais de 300 lotes de produtos diversos; lances podem ser feitos até 29 de setembro

9 meses ago

MAIS LIDAS

Os alegres e travessos Minions da Illumination invadem o Burger King® em parceria ligada ao novo filme, Minions & Monstros

1 dia ago

Leilão da Sefaz oferece mais de 300 lotes de produtos diversos; lances podem ser feitos até 29 de setembro

9 meses ago
Screenshot

Quem é o juiz que atropelou ciclista ao dirigir embriagado com mulher nua no colo

11 meses ago

Caso de bolo envenenado com arsênio completa um mês

1 ano ago

“Ficou gag”? Entenda as principais gírias usadas pelas novas gerações

2 semanas ago
FATONEWS :

Somos uma empresa de comunicação voltada a divulgar a notícia verdadeira, em amplo combate a fake news.

Categorias

  • Agro (176)
  • Baby & Toddler (13)
  • Brasil (1.130)
  • Capa (1.621)
  • Carros (115)
  • Cidades (770)
  • Cultura (148)
  • Dourados (878)
  • Economia (598)
  • Educação (57)
  • Eleições (1)
  • Family (10)
  • Food (5)
  • Health (10)
  • Justiça (441)
  • Lifestyle (9)
  • Mundo (637)
  • Opinião (114)
  • Parenting (12)
  • Policial (395)
  • Política (784)
  • Saúde (364)
  • Sociedade (155)
  • Tecnologia (325)
  • Uncategorized (21)

Siga-nos

  • Capa
  • Justiça
  • Tecnologia

Copyright © 2012 - 2026, Reprodução permitida se citada a fonte. Samuka Câmara 67 98144-9925

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

Manage Consent
To provide the best experiences, we use technologies like cookies to store and/or access device information. Consenting to these technologies will allow us to process data such as browsing behavior or unique IDs on this site. Not consenting or withdrawing consent, may adversely affect certain features and functions.
Functional Sempre ativo
The technical storage or access is strictly necessary for the legitimate purpose of enabling the use of a specific service explicitly requested by the subscriber or user, or for the sole purpose of carrying out the transmission of a communication over an electronic communications network.
Preferences
The technical storage or access is necessary for the legitimate purpose of storing preferences that are not requested by the subscriber or user.
Statistics
The technical storage or access that is used exclusively for statistical purposes. The technical storage or access that is used exclusively for anonymous statistical purposes. Without a subpoena, voluntary compliance on the part of your Internet Service Provider, or additional records from a third party, information stored or retrieved for this purpose alone cannot usually be used to identify you.
Marketing
The technical storage or access is required to create user profiles to send advertising, or to track the user on a website or across several websites for similar marketing purposes.
  • Gerir opções
  • Gerir serviços
  • Gerir {vendor_count} fornecedores
  • Leia mais sobre esses propósitos
View preferences
  • {title}
  • {title}
  • {title}
Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Cart
  • Checkout
  • Home 1
  • Home 2
  • Home 3
  • Home 4
  • Home 5
  • My account
  • Sample Page
  • Shop

Copyright © 2012 - 2026, Reprodução permitida se citada a fonte. Samuka Câmara 67 98144-9925

Este site utiliza cookies. Ao continuar a utilizar este site, você concorda com a utilização de cookies.

Not enough quota to unlock this post
Unlock left : 0
Are you sure want to cancel subscription?