
O cargo que deveria ajudar a manter a segurança dentro da PED (Penitenciária Estadual de Dourados) está no centro de uma investigação sobre a possível entrada clandestina de drogas, celulares e outros produtos proibidos e, por isso, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), deflagrou nesta quarta-feira (21/10), a operação Colete de Troia para cumprir dez mandados de busca e apreensão.
A investigação começou em meados de 2024 e apura se policiais penais atuavam em conjunto com presos para introduzir materiais ilícitos na unidade prisional. As ordens judiciais são executadas em Dourados, Ivinhema e Rio Brilhante, e em Paranavaí (PR).
Segundo o Gaeco, os suspeitos teriam se aproveitado das funções públicas para facilitar a entrada dos produtos, que seriam distribuídos, vendidos ou consumidos dentro da penitenciária. O uso de drones também aparece entre as formas de ingresso de materiais investigadas.
A ofensiva conta com apoio do Batalhão de Choque da pm (Polícia Militar), do Cope (Comando de Operações Penitenciárias), da Gerência de Inteligência Penitenciária e da Corregedoria da Agepen, além de equipes do Gaeco do Paraná.
As buscas devem contribuir para reunir elementos sobre a possível estrutura do grupo e a participação de cada investigado. O Ministério Público não divulgou, nas informações apresentadas, detalhes sobre apreensões, prisões ou eventuais medidas judiciais adicionais.
Sobre a operação
A escolha do nome da operação traduz a linha de apuração. Na narrativa do Cavalo de Troia, os soldados gregos se esconderam dentro de uma estrutura de madeira para entrar na cidade inimiga e abrir os portões por dentro.
Na investigação, o Ministério Público faz uma analogia entre essa estratégia e a suspeita de que a confiança depositada nos policiais penais teria sido usada para permitir a atuação criminosa no interior da unidade.
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