A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quinta-feira (8), a Operação Coaptação, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada por supostos desvios de recursos públicos destinados à área da saúde, além da prática de crimes de lavagem de dinheiro, corrupção, organização criminosa e fraude documental. As medidas foram autorizadas pela 32ª Vara Federal da Seção Judiciária do Ceará.
A investigação teve início após a identificação de movimentações financeiras suspeitas envolvendo elevados saques em espécie e evoluiu para a apuração de um complexo esquema que, em tese, utilizava empresas de fachada e documentos ideologicamente falsos para desviar recursos provenientes de contratos públicos celebrados por entidades atuantes no setor da saúde.
As apurações indicam que a principal empresa investigada celebrou contratos com entes subnacionais e recebeu, entre os anos de 2007 e 2025, mais de R$ 1 bilhão em recursos públicos de origem federal repassados.
A decisão judicial também determinou o afastamento cautelar de cinco gestores das atividades gerenciais, financeiras ou de representação da principal entidade investigada e demais entes congêneres contratados pelo poder público, bem como da administração das pessoas jurídicas investigadas.
Também foi determinado o sequestro de 38 imóveis e 82 veículos supostamente vinculados aos investigados, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal de pessoas físicas e jurídicas relacionadas aos fatos apurados. As medidas patrimoniais têm como finalidade assegurar eventual ressarcimento aos cofres públicos e evitar a dissipação de ativos supostamente adquiridos com recursos de origem ilícita.
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