Candidato ao Senado pelo PRD em Mato Grosso do Sul, Valter Juvenal de Oliveira, conhecido como Valter da Comagran, participou do FolhaCast, podcast da Folha de Dourados, no especial Eleições 2026. Empresário do setor de máquinas e produtos voltados ao agronegócio, ele falou sobre sua trajetória, a entrada na política e as principais propostas que pretende defender caso seja eleito.
Ao relembrar sua história, Valter destacou a origem no campo e a trajetória empresarial construída a partir do trabalho no comércio. “Eu saí do sítio, vim para a cidade e transformei no empresário”, afirmou. Segundo ele, a experiência adquirida atendendo desde pequenos produtores até grandes empresas e propriedades rurais foi determinante para a decisão de disputar uma vaga no Senado.
A relação com o setor produtivo também aparece como uma das principais bandeiras de sua candidatura. Valter defendeu a redução dos custos de produção, melhores condições de crédito e uma política de juros mais favorável aos produtores. “Eu acredito que falta mais investimento. Agora, uma coisa que a gente tem que ver, o pessoal fala muito que tem isso, tem aquilo disponível. Só que quando o pessoal vai atrás, não tem”, declarou ao comentar o acesso aos recursos do Plano Safra.
“Eu acredito que falta mais investimento (ao setor produtivo) quando o pessoal vai atrás, não tem”
Na entrevista, o candidato também criticou a forma como a reforma tributária foi aprovada e afirmou acreditar que houve falta de diálogo com os setores da economia. “Eu acho que faltou as bases serem ouvidas”, disse. Caso seja eleito, Valter afirmou que pretende formar uma equipe técnica para ouvir representantes da indústria, comércio, produção agrícola e demais segmentos antes de propor mudanças.
Outro ponto destacado foi a utilização das emendas parlamentares. Valter defendeu maior fiscalização sobre a aplicação dos recursos destinados aos municípios e afirmou que pretende criar uma estrutura para acompanhar a execução das emendas. “O dinheiro que está lá não é do senador, não é do prefeito, o dinheiro é do povo. E nós estamos lá para administrar o dinheiro do povo”, afirmou.
“O dinheiro que está lá não é do senador, não é do prefeito, o dinheiro é do povo.”
Durante o FolhaCast, o candidato ainda falou sobre segurança no campo e nas regiões de fronteira, expansão da malha ferroviária, Rota Bioceânica, relações comerciais com a China, privatizações, anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, reforma administrativa, atuação do Rotary, escolha dos suplentes, entrada no PRD e sua relação com o candidato ao governo do Estado, Delcídio do Amaral. Ao final, pediu o apoio dos eleitores e afirmou que pretende levar para Brasília a experiência adquirida como empresário.
Studio Nexus 5.0
Assista a entrevista completa gravada no Studio Nexus 5.0:
FolhaCast – Gostaria que você fizesse um pouco da sua história, uma cronologia de quem é o Valter, que é o Valter Juvenal, mas se tornou Valter Comagran para a sociedade.
Valter da Comagran: Sim, Valter Juvenal de Oliveira, nascido no distrito de Indápolis, fui criado ali na Linha do Barreirão. Meus pais são pequenos produtores rurais, que até hoje permanecem lá. Em 2020, aos 23 anos de idade, recebi uma proposta do pessoal da Comagran para atuar na venda de produtos deles, na venda externa. Fazia toda a região do Conesul, algumas partes do MS. Fui trabalhando, fui crescendo, fui juntando algum capital e, depois de uns 15 anos que eu já estava na empresa, eles me convidaram para fazer parte de um projeto em Naviraí.
Aí montamos a primeira Comagran em parceria com o Sr. Alencar, que era o nosso diretor, em Naviraí. De lá tivemos algum sucesso, conseguimos prosperar e recebemos uma proposta para assumir a Comagran em Dourados. Ficou o outro meu sócio em Naviraí e eu vim embora para Dourados.
Não, mas, calma aí, vamos retomar. Quando o senhor é convidado para ir para Naviraí, é como uma parte de sociedade?
Como parte de sociedade.
Ah, sim. Aí, quando ali vai alavancando em Naviraí, você volta para Dourados?
Volto para Dourados.
E aí também como sócio?
Como sócio. Ele me ofereceu, como ele tinha um projeto de vida, de morar fora de Dourados, aí convidou a gente para participar da Comagran de Dourados, com o mesmo quadro societário de Naviraí.
Aí o meu sócio ficou lá e eu voltei para Dourados. E aí veio a ideia de a gente começar a importar. Ele fez uma viagem para a China, viu as possibilidades e a Comagran se transformou em importadora e exportadora.
E a gente começou a fazer um trabalho em todo o estado do Mato Grosso do Sul com as nossas marcas próprias, que hoje já estão há mais de 12 anos. Porque antigamente focava aqui na região do Conesul. E aí depois você entra como sócio, enfim, e aí vai expandindo o estado do Mato Grosso do Sul.
Aí abri duas unidades em Campo Grande, depois Maracaju, Ribas, Cidrolândia, Nova Andradina e a última agora em parceria com um dos meus gerentes, que também queria empreender, como eu tive a mesma oportunidade, também passei a oportunidade para ele, e a gente abriu uma unidade em Nova Alvorada do Sul.
Bastante. Então, são quantas unidades aí?
Hoje nós estamos com 12 unidades no estado. Porque tem Corumbá também, que também faz parte da rede Comagran. E essa foi a história.
Eu saí do sítio, vim para a cidade e transformei no empresário. Aí, através disso, surgiu essa oportunidade da política agora. O pessoal falou, vai lá, mostra a sua experiência, você trabalhou no campo, conhece toda a região, desde o pequeno produtor aos grandes produtores que vocês atendem.
Porque hoje a Comagran, através da Comagran, a gente está em várias indústrias grandes do estado, papel celulose, sucroalcooleira, de milho, silos, secadores, grandes fazendas, todos atendemos, atendemos pequenos também. Essa semana mesmo a gente atendeu um pessoal de pequenos produtores com vários microtratores. Então, isso nos dá o conhecimento de vários segmentos do mercado.
E aí, como o Rotariano, que eu entrei em 2012 no Rotary também, foi uma maneira de eu achar um jeito de você retribuir para a sociedade tudo aquilo que ela nos deu. Porque se a gente chegou até aqui, quem nos deu foi o povo. Foi o povo do Mato Grosso do Sul, eu considero.
Porque como a gente está presente hoje praticamente através da minha empresa, eu estou presente nos 79 municípios. Porque hoje eu trabalho como se fosse uma indústria. Eu importo, tenho as minhas marcas próprias, e distribuo para alguns parceiros nos 79 municípios do estado.
E tem alguma presença também da Comagran, ou pretende ter, em outros estados aqui do país?
Olha, a gente pretende. A nossa ideia é até 2030, hoje, ter 20 unidades no Mato Grosso do Sul, e depois começar a expandir para fora do estado. A gente já tem alguma operação no Espírito Santo, que a gente já importa os abrasivos de Israel, uma parceria com a indústria israelense, que aí eles distribuem para o Brasil inteiro.
Já é uma operação à parte, que quem cuida já é o filho do meu sócio. Mas, através dele, que é um jovem ainda, a gente pretende ampliar isso a nível Brasil. Expandir.
Bom, o senhor mencionou que é filho de agricultor, no caso, passou ali no Distrito, aqui em Indápolis, aqui em Distrito de Dourados, enfim. Mas o senhor também é formado em administração. Administração de empresas.Assim, espanta até um pouco, porque boa parte das pessoas que vivem ali no campo vão para uma área de agronomia, uma zootecnia. Por que o senhor escolheu administração?
Então, justamente porque, como eu entrei na Comagran como vendedor…
Você entrou com quantos anos na Comagran?
Entrei com 23 anos. Então, eu acabei de me informar depois que eu estava na Comagran. Eu tinha feito o segundo grau, lá em Indápolis, no Colégio Dom Bosco. Depois fiz alguns cursinhos em Dourados.
E aí surgiu a oportunidade. Eu falei, não, eu gostei. Eu sempre tive o sonho de ser um grande produtor rural.
Inclusive, andei arrendando terra ainda, andei plantando, comprei trator. Mas depois o comércio, aquela competitividade, aquele trabalho. E o reconhecimento de muitas pessoas pelo trabalho que fizemos.
Aí eu me dediquei. Fui lá, fiz um curso de administração de empresas, e falei, vou ficar nesse mercado aqui.
E o senhor acredita que esse curso de administração te auxiliou de alguma forma? Enquanto vendedor mesmo. Não falo nem quanto, hoje, o Valter, empresário. Mas o Valter enquanto um vendedor, aquele que está ali negociando, enfim. Como que foi o curso de administração nessa seara, nesse âmbito?
Eu achei que pra mim foi um diferencial de armas. Porque você está ali, eu tinha um segundo grau, a cabeça estava ali, eu estava tranquilo como vendedor, tinha um salário razoável. Mas, aí, quando você começa a estudar, começa a se envolver com outro segmento da sociedade, começa a ter outra visão, você fala, cara, eu acho que a gente pode ir além. É só a gente acreditar naquilo que a gente quer fazer.
Até tem um amigo meu que a gente se encontrou esses dias, e eu sei que hoje ele viaja a alguma parte do mundo, como presidente de uma cooperativa. Eu falei, rapaz, quem diria, né, Valter? A gente, lá de Indápolis, estudar de bicicleta, que ele era do Barreirinho, eu era do Barreirão. Então, a gente se encontrava ali no treco, pra acabar de chegar ali no colégio Dom Bosco.
Quem diria, né, cara? Da onde que nós saímos e da onde que a gente conseguiu chegar. Você, como, hoje, praticamente um grande importador de produtos, eu, indo para fora do país, dar palestras sobre energia elétrica. Realmente foi um crescimento.
E sair de uma região, aliás, de um distrito pequeno, enfim… Era uma família humilde ali?
Sim, meu pai… Meu avô chegou em 1957, o meu avô não pegou terra de Getúlio Vargas, ele já comprou as terras quando ele chegou. Aí, ali no passado, morava, por exemplo, um sítio igual o nosso, que era de 12 alqueires, morava quatro, cinco famílias, porque a gente plantava algodão, amendoim.
Então, isso exigia uma mão de obra. Aí, depois, quando veio a parte da soja, pronto, aí ficou somente a nossa família, meu pai e meu tio. E aí, meu pai ali, meu tio conseguiu estudar eu, minha irmã, o meu tio, os meus sobrinhos, e sempre sobrevivemos dali, daquela pequena propriedade.
Certo? Assim, não é uma vida fácil, mas…
Porque o campo não é fácil.
Não é fácil. A gente sabe, desde os grandes de hoje até os pequenos estão sofrendo, porque, quando o produto tem uma valorização melhor, ele dá uma lucratividade boa.
Mas, quando ele é usado de alguma forma para beneficiar alguns projetos sociais, que a gente vê que ele cai o preço, quem sente é quem produz. E eu posso falar isso porque eu ainda tenho, ainda planto lá, ainda tenho um plantio lá de uma pequena área, mas a gente planta ainda.
Hoje, a Comagran é uma empresa na qual ela importa quais tipos de produtos?
Hoje, nós somos importadores no segmento mais agrícola, que é o nosso forte.
A gente tem conhecido muito, a Comagran tem 42 anos, vamos para 40, sempre focado no agro. Nosso produto mais são mangueiras hidráulicas, correias transportadoras e elevadoras, passilhos e secadores, correias em V, correias industriais. A gente também tem hoje uma parte de soldagem, que são as inversoras, as marcas de solda, que, de certa forma, também está focada na manutenção desses produtos.
E a parte de soldagem, as AMIG, discos abrasivos, e estamos ampliando a nossa linha. A ideia é aumentar mais esse mix.
Bom, então agora vamos entrar para a série política, porque o senhor é um empresário de sucesso, que venceu, foi era vendedor, hoje é um empresário não apenas de Dourados, mas que atende o Mato Grosso do Sul e outros lugares como um todo.Valter, por que entrar na política? O senhor mencionou a questão de gratidão, tudo o que o Estado do Mato Grosso do Sul lhe proporcionou. O senhor não acredita que é uma tarefa que exige muito? Porque a política tem uma exigência muito elevada.
Muito maior. Olha, pode ser que seja alguma coisa do próprio passado. Porque aos 16, 17 anos, eu já trabalhei na política, naquela época ainda tinham os comícios, os showmícios, e isso ficou marcado na minha vida.
Eu lembro que, em 1977, meu avô foi primeiro a comprar um trator na região do Barreirão, e a gente emprestava para o pessoal fazer os comícios em cima da carreta. Naquela época você puxava um lampião, acendia um lampião, e a gente… Aí tinha um grande locutor aqui na época, que é bem conhecido, que chamava todo o velho da tal, ele que animava os molecados, a gente participava daquelas brincadeiras que tinha. Então, acho que isso foi.
É o seguinte, e como empresário, a gente vê a necessidade hoje de ter alguém do nosso segmento dentro da política. Obrigado pelas taxas de juros melhores para os produtores, o comércio. Por exemplo, hoje nós estamos aí com o comércio, como vocês estão vendo, fechando muitas portas.
E nós não temos nenhuma ajuda do governo. Por exemplo, hoje eu tenho 110 colaboradores na minha empresa, e eu tenho que pagar todos eles, todos os impostos. E mesmo com esse problema agora do agro, essa queda nas vendas, nós temos que manter.
Eu acredito que, como uma pessoa que sente na pele todo esse processo, essa questão tributária muito alta para nós, uma proximidade com um país onde você tem uma carga tributária muito mais baixa do que o Brasil, então, a minha ideia é o quê? É ir lá, ver o que eu posso fazer para a gente tentar melhorar, tentar ser mais competitivo nessa região aqui também, onde principalmente essa região sul do Mato Grosso do Sul, onde nós temos a proximidade com o país vizinho.
Valter, uma das coisas que o senhor mencionou agora foi a questão de ter alguém que apoie o pequeno, o médio, o grande agricultor, o setor do agronegócio. Nós estamos falando de juros, está elevado, mas afeta a população de baixa renda, a de maior renda, enfim, no âmbito geral.
Mas nós temos hoje um Congresso com mais de 300 parlamentares, por exemplo, na Câmara dos Deputados, pertence à bancada ruralista. No Senado Federal, na qual o senhor disputa uma das vagas, cerca de dois terços também são ligados ao agronegócio.
O que está faltando, então, em termos de apoio? Já que hoje nós temos o Congresso extremamente forte, e aí daqui a pouco eu vou entrar um pouco nessa temática, mas nós temos um Congresso com poderes muito grandes, inclusive orçamentários, mas, de acordo com o senhor, está faltando alguma coisa para o setor do agro.
O que esses parlamentares não estão cumprindo na sua visão? Por exemplo, nós temos aqui no Estado de Mato Grosso do Sul a Tereza Cristina, um dos nomes mais emblemáticos da bancada ruralista.
Sabe o que eu sempre aprendi? Você nunca deve esquecer o caminho de onde veio, porque, de repente, você tem que voltar. Eu não sei se, de repente, essas pessoas vão para lá e o poder sobe para a cabeça e esquece qual foi o objetivo que eles foram colocados lá pela população.
Então, o que eu tenho comigo é o seguinte, eu não quero eu sair do sítio. As minhas portas estão sempre abertas na minha empresa, no meu escritório. Eu recebo todo mundo.
Então, a minha ideia é ir para lá e tentar fazer isso, é receber todo mundo, escutar cada segmento da sociedade, e, através disso, fazer emendas que possam ajudar esse segmento. Porque o que eles têm que colocar na cabeça é que o dinheiro que está lá não é do senador, não é do prefeito, o dinheiro é do povo. E nós estamos lá para administrar o dinheiro do povo.
Eu não sei se talvez falte a liderança para pegar esse pessoal e falar que quem colocou vocês aqui foi o agro, quem colocou você aqui foi o comércio. Vamos defender esse povo, eles que geram emprego, eles que geram renda para o nosso país. Essa é a minha opinião.
Eu não quero me perder pelo caminho. Falta liderança na sociedade. Eu acho que falta liderança.
Sabe, você tem um propósito, você foi eleito pelo povo, você fez uma proposta, o povo acreditou naquilo que você pregou durante a sua campanha. Eu não quero mudar a minha visão e nem o meu desejo de fazer algo diferente do que a gente pretende.
Valter, uma outra questão que, ainda nessa temática, é a respeito do Plano Safra. O Plano Safra, temos macroeconômicos aqui no país, é um dos planos mais robustos, aliás, é o plano mais robusto para setores da economia. Esse ano, mais de meio trilhão de reais foram destinados para o setor do agronegócio. Enquanto, por exemplo, para o setor da agricultura familiar, pensando no campo, menos de um quinto foi destinado, por exemplo, para agricultores familiares. O que está faltando também no Plano Safra? Você acha que ele atende a determinados grupos dentro do agro e não atende a todos? O que está faltando nesse sentido? É mais investimento?
Eu acho que falta mais investimento. Agora, uma coisa que a gente tem que ver, o pessoal fala muito que tem isso, tem aquilo disponível. Só que quando o pessoal vai atrás, não tem.
Tem muita conversa, muita política. Certo? Mas o recurso disponível você não encontra. Eu falo isso porque eu faço alguns financiamentos nessa parte agrícola, claro que como pequeno, sempre tem a disponibilidade, só que com as taxas um pouco elevadas hoje.
Mas a maioria, a maior parte que a gente vê falando que está disponível, a gente não encontra, quando você chega nos meios de conseguir esses recursos. O que a gente encontra é que não tem disponibilidade, que está… Estão colocando vários… Estão colocando vários empecilhos ali onde você não consegue chegar nos… No crédito, como um todo. No crédito, como um todo.
Agora, uma outra questão que o senhor mencionou foi a respeito da reforma tributária. E aí o senhor fez uma comparação com o Paraguai. Fazendo um adendo que o Paraguai é um país bem menor, uma outra conjuntura também, e um país com uma alta também desigualdade. Contudo, de fato, os tributos no Paraguai são bem menores, inclusive, que aqui no Brasil. Contudo, a reforma tributária foi aprovada o ano passado e ela contou com apoio da direita, da esquerda, do centro. O senhor acredita que tenha sido precipitada a aprovação da reforma tributária?
Eu acredito. Eu acho que faltou as bases serem ouvidas. Por exemplo, eu acredito, se o governo põe a extinção a partir de janeiro, as maiorias das empresas serão fechadas. Elas não têm caixa hoje para aguentar o modelo que eles querem implantar de reforma.
Eu falo isso porque a gente está acompanhando, sente, os pequenos estão sentindo, os grandes e os médios. O pessoal não vai estar preparado para esse modelo de reforma que eu acredito que muitas empresas irão sofrer.
Então, o senhor acredita que essa reforma, tanto o Congresso Nacional, quanto o governo do presidente Lula, falhou em ter aprovado essa reforma?
Eu acredito.
Enquanto senador, caso tenha êxito, o senhor vai tratar disso no Senado? Tentar revisar essa reforma tributária? Chamar novamente os setores para uma conversa, um diálogo? Tentar reformular essa reforma?
Sim, eu acredito que você teria que pegar uma equipe, uns técnicos bem preparados, porque muitas vezes o senador, vamos supor, ele é um produtor rural, ele entende do segmento dele, mas não entende do em todo, concorda? É igual eu, eu entendo dos tributos da minha empresa, mas tem alguns tributos que eu não tenho conhecimento, eu preciso de ter um, uma pessoa, um técnico.
Então, a minha ideia seria o seguinte, eu, como senador, na minha equipe, como assessor, as pessoas técnicas, as pessoas que entendem de cada segmento da sociedade, da indústria, do comércio, da produção agrícola, do criador de gado, da sua inocultura, do peixe, todo segmento.
Você ouvir todos esses segmentos, cada classe, você ir nas bases e você fazer um projeto que você beneficie todo esse setor da economia para o país ter uma, crescer de maneira saudável. É o que eu penso.
Valter, o senhor mencionou agora que o ano que vem, o senhor usou como exemplo a reforma tributária, mas, de fato, o ano que vem, muitos especialistas acreditam que inúmeras reformas vão ter que ser efetuadas no Brasil. Na área de segurança pública, reforma da previdência, ajustes fiscais, enfim. Não só no governo federal, mas, por exemplo, no governo aqui de Mato Grosso do Sul, que vive em déficit também.Ou seja, um governo muito parecido nesse sentido com o governo federal, gasta mais do que arrecada. Enfim. E aí, nesse sentido, eu vou mencionar algumas temáticas e aí o senhor pode comentar, se o senhor é a favor ou o contrário. O senhor acredita que é necessário fundamentar uma reforma previdenciária?
Acredito.
No sentido, por exemplo, da lei da dosimetria e da anistia do 8 de janeiro. O senhor é a favor ou contra?
Sou a favor.
Da dosimetria ou da anistia?
Olha, da anistia.
Da anistia do 8 de janeiro.
Do 8 de janeiro.
Então, nesse sentido, o senhor acredita que foram vítimas de uma perseguição do Supremo?
Eu sou o seguinte, eu sou a favor da paz. Certo? Eu acho, sim, o nosso país está muito dividido. Eu acho que caberia as lideranças do país, sabe, se unirem a favor da nossa pátria.
A gente tem que acreditar no nosso Brasil. Essa é a minha opinião. Sabe, você fazer uma administração voltada para o povo, para o crescimento do país.
O nosso país, hoje, só quem não quer enxergar como ele é visto pelo mundo, concorda? É o celeiro do mundo, é o país que tem uma reserva de água muito grande, uma dimensão territorial enorme. Todo mundo está de olho no nosso país.
Eu acho que caberia aos nossos líderes maiores pensar mais um pouco no Brasil. Sabe? Na soberania do nosso país, no crescimento e no fortalecimento da nossa pátria.
Reforma administrativa. O que seria para você, assim, o que você queria que eu falasse sobre a reforma administrativa?Bom, existem alguns projetos que estão inseridos ali no Congresso Nacional, inclusive uma da relatoria do Pedro Paulo, parlamentar do Rio de Janeiro, na qual faz mudanças na estrutura da administração pública como um todo. Então, por exemplo, alguns servidores perderem a estabilidade, alguns cortes de salário, enfim. É uma reforma como um todo na máquina pública. O senhor é a favor de uma reforma administrativa nesse sentido? Como está sendo proposta? Ou o senhor acredita que o Estado deva fazer uma reforma, mas não do jeito que está sendo proposta nesse exato momento?
Olha, eu vou ser sincero.
Eu teria que me atualizar mais sobre essa reforma. Eu sou da seguinte maneira. Se você quer arrumar a sua casa, você tem que fazer alguns cortes.
Isso é necessário. Só que aí também você tem que dar opção para essas pessoas. Eu sou a favor.
Eu teria que me situar mais em quais seriam os pontos da reforma. Eu não saberia te responder com muita exatidão nesse momento.
Valter, por exemplo, uma das questões que também se discute é a questão de algumas privatizações. Privatizações essas que dependem do Congresso Nacional. O senhor é a favor de privatizações, por exemplo, o Correios?
Desde que o nosso povo seja beneficiado, que os nossos trabalhadores tenham os seus direitos garantidos, seus empregos, eu sou a favor. Por quê? O que a gente vê? Quando você vai para o setor privado, ele te dá retorno, desde que você faça uma boa administração.
Mas a gente está vendo o Correio fechando, só reclamações, prejuízo, usado como cabide de emprego. Então, eu sou contra. Eu sou a favor dessa reforma, desde que esses colaboradores, esses prestadores de serviço sejam garantidos os seus empregos.
Valter, uma das questões, e aí eu acho que foi uma questão que me chamou um pouco a atenção. O senhor mencionou a China, de fato, inclusive da sua empresa, é um parceiro comercial extremamente importante. O Brasil é, de fato, um celeiro do mundo.Contudo, a China tem perspectiva de até na próxima década começar a parar de importar produtos, principalmente agrícolas. E aí ela vem fazendo internamente algumas questões. Enquanto senador eleito, de que forma o senhor acredita que a estrutura, o Estado brasileiro, deva agir e reagir, inclusive internamente? Temos que colocar cada vez mais os nossos produtos, expandir mercado, enfim, toda essa generalidade como um todo. Enquanto senador, como que vai ser a sua postura em relação à China, que tem uma outra visão? Porque, por exemplo, os Estados Unidos é um concorrente do setor do agronegócio, soja, enfim. A China não, ela precisa, mas ela quer ficar, parar de ser dependente. De que forma o senhor acredita que o Estado brasileiro deva agir em relação a isso?
Eu acho que o Brasil deveria ter uma política agrária melhor, com alguns benefícios para o produtor na relação de baixa custa de produção, certo? Talvez zerar os impostos em relação a alguns produtos, abrir novos mercados.
O mundo é… Temos outros mercados além da China, claro que a China é um grande parceiro hoje. Todo, praticamente o mundo inteiro hoje depende da China. A maioria das fábricas do Brasil foram fechadas, certo? E tantos americanos também, quantas empresas dos Estados Unidos que foram para a China, e hoje estão nessa guerra comercial entre eles, justamente por causa disso.
Eles pegaram a tecnologia hoje, pegaram a China, transformaram na potência hoje o que é. Então, acredito que o Brasil… A China vai demorar muito, talvez, para crescer autossuficiente nessa parte da alimentação.
Então, acho que o Brasil teria que buscar novos comércios, talvez fazer parceria com outros países que também tenham um consumo igual. Hoje nós temos a Índia, que é que está crescendo hoje, já está… Quase dois dígitos de crescimento.
Então, é um grande parceiro. Na hora que a Índia começar a comer carne também, você imagina o tanto que o Brasil vai ter que produzir.
O que nós precisamos? De pessoas comprometidas com o país em administrar, esquecer um pouco da politicagem e talvez se dedicar ao país, à nossa pátria, à pátria amada Brasil.
Valter, em relação quanto senador eleito, hoje nós temos, como eu havia mencionado lá atrás, o Congresso tem um poder aquisitivo muito maior que você tinha dez anos atrás. Cada senador, deputado, enfim, tem emendas extremamente elevadas. Enquanto senador, o destino de verba aqui para o Estado de Mato Grosso do Sul, quais são as suas prioridades? Inclusive aqui para a região de Dourados.
Olha, quantas emendas, como eu falei antes, o dinheiro é do povo. Eu acredito que o prefeito seria como o pai.
Ele é que tem que ver as necessidades do seu município. Qual que seria a minha ideia? Inclusive eu até falei hoje com um amigo meu. Você vai ser o meu fiscal em Três Lagoas, quando um prefeito chegar em Brasília e pedir uma emenda, quer que eu queira?
Eu quero ver se essa emenda tem o fundamento, se esse dinheiro, onde foi aplicado, se foi aplicado de acordo com que chegou o projeto, com que foi feita a emenda, acompanhar do começo ao fim.
Então, eu pensei, pensando nisso, pensei assim, por que não criar, tipo, cinco assessores para fiscalizar os nossos 79 municípios, para o senador ter transparência com a população?
Essa foi uma ideia que eu estive pensando essa noite, por que não eu criar, para provar ou mostrar a transparência, para a pessoa saber, certinho, o dinheiro veio, foi aplicado, de acordo com o que o município pediu, de acordo com o projeto do município, essa é a minha ideia.
Interessante, porque, de fato, inclusive, uma das grandes polêmicas das emendas parlamentares é a falta de transparência, a população não sabe, por vezes, onde está sendo aplicado o recurso, e se é, de fato, aplicado.
Isso iria, igual eu falei, você criar um compliance e fazer essa emenda ser acompanhada do começo ao fim. O nosso Estado, nós temos possibilidade disso, são 79 municípios, então, a gente vai lá trabalhar para o povo do Mato Grosso do Sul, com transparência, com honestidade e sair de lá com credibilidade, que eu acho que é o que falta hoje para a maioria das pessoas que estão nos representando, tanto no setor executivo, como do legislativo, entendeu? Essa transparência.
Valter, eu vou pegar uma das questões que estão nos seus compromissos com o agronegócio e comércio de Mato Grosso do Sul, e aí eu vou ler isso, se o senhor quiser, mais ou menos, explicar, contextualizar todos eles: a primeira, defender quem produz; a segunda, reduzir o custo de produzir e transportar; terceira, ferrovia para escoar a produção; a quarta, Rota Bioceânica, que, de fato, é porta para o Pacífico; industrializar o que produzimos; comércio forte, menos burocracia; abrir mercados para Mato Grosso do Sul; campo seguro, conectado e tecnológico. Se o senhor pode fazer um apanhado geral sobre o porquê dessa escolha desses oito compromissos, como um todo.
Essa aí é um projeto que também faz parte do programa de governo do Estado, e a gente pegou as partes mais básicas, eu acho.
Segurança no campo, rodovias mais seguras, porque o que acontece que a gente vê? Ah, você traz uma obra, você trouxe uma grande empresa, essa empresa leva de dois a três anos para ser implantada, para ser consolidada, e por que nesse período a rodovia não ser ampliada, por que ela não ser duplicada, igual a gente está vendo em vários acidentes, igual a gente está vendo aí na região de Campo Grande até Ribas do Rio Pardo, um município que recebeu uma grande indústria, uma das maiores do país, do mundo, mas cadê a infraestrutura, cadê as estradas para escoamento?
A ferrovia seria uma saída, igual a gente já está vendo em Inocência, a própria Arauco já está fabricando a sua ferrovia. Então seria isso, é você administrar com inteligência, sabe, você colocar os recursos no lugar certo, antes de você trazer uma obra dessa, você preparar o seu estado, as rodovias.
O Mato Grosso do Sul está em um local estratégico muito grande, agora com essa Rota Bioceânica, então nós temos que preparar o nosso estado para isso.
Igual agora também, a gente pega a cidade de Cidrolândia para Campo Grande, se você pega ali 4, 5 horas da tarde para você fazer 60 quilômetros, você gasta mais de duas horas. Quer dizer, ali já tinha que ter um projeto de duplicação daquela região.
O senhor é a favor muito de ferrovia, e isso é muito interessante, porque de fato o Brasil há muitas décadas esqueceu praticamente a malha ferroviária e focou só na malha rodoviária.
Eu acredito que seriam da saída, para você ter um escoamento um pouco mais barato, com mais segurança. E é um custo muito menor de escoamento, igual a gente está vendo aí o Mato Grosso em algumas regiões também já está ampliando essa malha ferroviária.
Todos os países desenvolvidos do mundo utilizam muito esse meio de transporte, por que não o Brasil?
Valter, uma das outras questões é a segurança.Segurança que atinge muito forte a cidade, as pessoas, apesar dos índices por vezes estarem baixos, comparados cada vez com o outro ano, o nível de insegurança que a população sente é muito grande. Quais são as políticas nas quais o senhor vai defender caso eleito no Senado Federal que contemple, por exemplo, o campo, porque a população do campo também sofre, sofre o roubo de maquinário, equipamentos, enfim. Que tipo de política o senhor acha que é importante para resolver, tentar resolver essa insegurança no campo?
Eu acredito que um aparelhamento melhor, usar a tecnologia hoje, que nós temos na fronteira, que pode ser implantado para evitar esses grupos de atuarem muito na nossa região aqui.
O fortalecimento da polícia, que a polícia já tem, a Polícia Militar já tem um pessoal que é a polícia rural, porque não ampliar, equipar melhor esse pessoal, ampliar o número de equipes, porque a gente vê, é muito roubo de defensivo agrícola, semente.
Então, isso aí realmente nos preocupa, por como a gente tem acompanhado, como a gente tem alguns amigos que têm grandes fazendas e já passaram por esse problema.
Pessoa chega, muitas vezes deixam a família como refém, eu já senti isso na fronteira, quando eu fazia fronteira, muitas, certo, chegava numa fazenda, o cara chegava de manhã cedo, fazia aquela família de refém, e só ia embora depois que carregava um trator, ou jantava, ou almoçava, até isso, então, assim, a gente tem que fortalecer e aparelhar.
Eu trabalharia muito forte, principalmente nos nossos municípios de fronteira, acredito que fazendo um bom patrulhamento nessa região a gente já conseguiria diminuir muitos desses incidentes que acontecem no campo.
Valter, o senhor mencionou lá atrás, o senhor é do Rotary. De que forma o Rotary, enquanto entidade, grupo, te ajudou? Enquanto pessoa, não falo grupo organizado, mas te ajudou na parte política como um todo, que você fala assim, nossa, isso foi importante.
Olha, na parte política eu não sei se dizer, se misturar se afetou, eu falo como ser humano.
Como ser humano é quando você vê o trabalho do Rotariano, muita gente não sabe, mas, por exemplo, a pólio, a pólio é paga por nós, Rotarianos, quem compra, usa vacina, todo o trabalho a nível mundial é o Rotariano que faz, para extinguir a pólio no mundo inteiro.
Então, você vê a grandeza dessa entidade e você começa a pensar diferente. Para mim foi assim, foi um divisor como ser humano.
Politicamente eu nunca tinha pensado em entrar assim, nunca tinha pensado na política.
Então, foi assim, mas como, para mim o ser humano, com pessoas do bem, com pessoas que pensam no próximo, que trabalham pelo próximo.
E como o Rotary, para você ter uma ideia, o Rotary é a nível mundial. Então, você vê depoimentos de várias pessoas do mundo, em alguns lugares longínquos, o Rotariano colocando uma caixa d’água, que lá não tinha água, ou os projetos distritais, igual colocando ar-condicionado em algumas entidades que não têm, ou fazendo em algumas áreas indígenas, a gente também tem algum trabalho aqui em Dourados, ou você ser dentro de uma cadeira de roda com uma pessoa que sofreu um acidente, igual o nosso clube bate muito forte em cima de cadeira de roda, nós temos um banco de cadeira de roda.
Então, isso é gratificante como ser humano, isso te transforma em ser como ser humano.
Valter, estou vendo aqui, primeiro suplente Perroni, segundo engenheiro Adamario de Lana. Como foi a escolha desses nomes, de onde eles são?
O Perroni mora aqui em Dourados mesmo, veio do Paraná. Por que o Perrone? O Perrone já fez alguns trabalhos na política do Paraná, já tem um conhecimento, é uma pessoa com um coração muito grande, hoje ele faz um trabalho de palestrante, de consultor, e foi através dessa consultoria que ele fez na empresa, treinamento do pessoal, da equipe das empresas, que a gente acabou se conhecendo.
E aí eu acabei vendo nele um ser humano, quer dizer, quando você vai escolher um primeiro suplente, você tem que escolher uma pessoa da sua confiança. Então, foi isso que eu vi no Perrone, um ser humano fantástico, uma pessoa com uma idoneidade muito grande.
O Adamario a gente escolheu por ser um representante da capital, é um engenheiro, uma pessoa que está aí trabalhando, já tem algum conhecimento na parte de como funcionam as políticas habitacionais também, porque a empresa dele é focada nesse atendimento.
Então, é você se cercar de pessoas boas e com conhecimento em cada segmento da sociedade. Essa é a minha ideia. Porque aquele conhecimento que de repente falte de mim, na parte da construção, eu vou ter o Adamário.
Mas aquele conhecimento na parte da consultoria, você tem o Perrone. É uma pessoa que vai estar ali do meu lado. Aliás, já me acompanha na caminhada e nas empresas.
Não só na minha, como em algumas empresas já aqui da nossa região do Mato Grosso do Sul.
Bom, o partido do senhor, PRD, é um nome, se eu não me engano, era o PTB com Solidariedade, uma fusão, virou o PRD. Por que a escolha desse partido?
Olha, a escolha, na realidade, não partiu de mim. O partido que me convidou. Aí eu fui lá, conversei com o presidente, que hoje o vice-presidente do partido no Estado é o Perrone, e eles queriam fazer um partido forte aqui em Dourados, um partido que tivesse pessoas realmente interessadas no crescimento da nossa cidade e na nossa região.
Eles me colocaram os projetos deles para 2026, 2028, 2030. Aí eu falei, Perrone, eu vou com vocês. Tipo assim, entrei como conselheiro no partido, já fizemos algumas reuniões, participei de algumas reuniões, conheci pessoas muito importantes hoje que estão aí fazendo parte, inclusive estão ajudando nós na campanha.
Então, conquistou o partido. As pessoas que fazem parte dele.
Valter, o governador na qual vocês estão juntos é o Delcídio Amaral, um homem conhecido aqui no Estado de Mato Grosso do Sul. Ele está auxiliando de alguma forma, dando conselhos? Porque é um político experiente.
Vou ser sincero, eu encontrei o Delcídio somente uma vez, depois que a gente colocou o nosso nome, que a gente surgiu aí faz 15 dias só, como candidato.
E a gente teve uma reunião com o Delcídio, que é o candidato a governador do Estado.
E, assim, o que ele falou é que ele vai nos auxiliar naquilo que for preciso, no conhecimento que ele já tem, como um político mais antigo. Uma pessoa muito inteligente, morou fora do Brasil, estudou fora do Brasil, já teve grandes empreendimentos no país.
Então, acredito que isso aí possa me ajudar e me orientar também na minha caminhada.
Valter, agora, para encerrar, uma fala sua para o público.
Eu queria pedir para o pessoal do Mato Grosso do Sul, toda a região do Mato Grosso do Sul, que viessem junto com a gente.
Acredito no projeto do PRD. Estamos começando. Eu, Valter, Valter da Comagran, é a primeira campanha minha.
E queria que vocês continuassem com a credibilidade que depositam em mim como pessoa, como empresário, como empreendedor. Que vocês me dessem essa confiança nesse voto. Que eu tenho a ideia e a vontade de ir lá para Brasília, para trazer recursos para o Mato Grosso do Sul, para o nosso povo, para a nossa gente, que é um povo empreendedor e trabalhador.
Eu conto com vocês e garanto para vocês que não decepcionarei vocês.
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