Hospital do Coração MS surgiu em 1963, quando a cidade tinha pouco mais de 74 mil habitantes, e acompanhou a transformação de Campo Grande em uma Capital próxima de 1 milhão de moradores
Campo Grande (MS), agosto de 2026 – De uma cidade com pouco mais de 74 mil habitantes no início da década de 1960 a uma Capital cuja população se aproxima de 1 milhão de pessoas. Campo Grande chega aos 127 anos, comemorados em 26 de agosto, marcada por uma transformação que atravessou sua estrutura urbana, sua economia e também a ampliação da oferta de serviços à população.
A população estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2025 é de 962.883 moradores. A dimensão atual contrasta com a Campo Grande de 1960, que tinha 74.249 habitantes. Ao longo dessas décadas, a cidade também se consolidou como principal centro econômico de Mato Grosso do Sul.
Dados da Receita Federal compilados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades) mostram que Campo Grande reúne atualmente 146.443 empresas ativas, correspondentes a 41,36% dos estabelecimentos em funcionamento no Estado. Os serviços lideram a atividade econômica, com 84.225 empresas, seguidos pelo comércio, construção civil e indústria.
É uma economia marcada também pelo pequeno empreendedor. Os microempreendedores individuais somam mais de 74 mil registros e, quando considerados também microempresas e empresas de pequeno porte, os pequenos negócios representam aproximadamente 95% dos empreendimentos da Capital.
O desenvolvimento econômico convive com características que fazem parte da identidade campo-grandense, como a presença de áreas verdes, parques e espaços públicos utilizados para atividade física e convivência. Para a diretora clínica do Hospital do Coração de Mato Grosso do Sul, Dra. Letícia Trad Martins, esses elementos também fazem parte da construção da qualidade de vida na cidade.
“Campo Grande é uma capital arborizada, com parques e muitos aparelhos de musculação que permitem atividades ao ar livre”, destaca.
Esse conjunto de características ajuda a posicionar Campo Grande entre as capitais brasileiras com melhor desempenho social. No Índice de Progresso Social (IPS Brasil) 2026, a cidade alcançou 69,77 pontos e ficou na quarta posição entre as capitais do país, atrás apenas de Curitiba, Brasília e São Paulo.
Uma história que começou em 1963
Foi justamente quando Campo Grande ainda possuía uma fração de sua população atual que começou a história de uma das instituições privadas de saúde mais tradicionais da cidade.
Em abril de 1963, um grupo de médicos cirurgiões locais criou a então Clínica Campo Grande. Segundo a Dra. Letícia, a iniciativa nasceu de uma necessidade concreta existente naquele período: havia escassez de salas cirúrgicas disponíveis na Santa Casa e na Casa de Saúde.
“A Clínica Campo Grande surgiu em 1963 por um grupo de médicos cirurgiões locais, para suprir a escassez de salas cirúrgicas no Hospital Beneficente Santa Casa e na Casa de Saúde. Ela se consolidou como o primeiro hospital particular de grande relevância na Capital de Mato Grosso do Sul”, explica.
Desde então, a evolução da unidade acompanhou as mudanças da própria cidade e das necessidades de seus moradores.
No fim de 1991, uma nova equipe médica assumiu o controle do pronto-socorro e ampliou o atendimento para os cuidados intensivos, dando origem ao grupo Procárdio. O movimento aumentou a presença de profissionais e especialidades na instituição e deu início a um processo contínuo de modernização.
“O hospital abriu as portas para o pronto atendimento e também para os cuidados intensivos. Isso foi atrativo para o aumento da procura de profissionais da saúde. Foi assim que a porta aos médicos da cidade se abriu, formando um corpo clínico de qualidade e originando uma diversidade de especialidades”, afirma a diretora clínica.
A estrutura física também passou por sucessivas mudanças para acompanhar a ampliação da assistência.
Da especialização ao Grupo Santa
Outro marco ocorreu em 2009, quando a instituição passou a se chamar Hospital do Coração de Mato Grosso do Sul e direcionou sua atuação para procedimentos de maior complexidade, especialmente em áreas como cardiologia, neurologia e pneumologia.
Doze anos depois, em dezembro de 2021, o hospital passou a integrar o Grupo Santa. A incorporação abriu uma nova etapa de investimentos em modernização estrutural e tecnológica e de ampliação das especialidades disponíveis.
Hoje, a unidade possui atuação em áreas como cardiologia, neurologia, ortopedia, otorrinolaringologia, nefrologia e gastroenterologia, além de cirurgias cardíacas, neurológicas, torácicas, vasculares e ortopédicas, entre outras.
Com duas unidades físicas, a oferta de serviços acompanha o paciente em diferentes etapas do cuidado. Na Procárdio, estão concentrados os atendimentos ambulatoriais e as ações de prevenção primária. Já o Hospital do Coração de Mato Grosso do Sul reúne a assistência hospitalar e os procedimentos de alta complexidade.
Para a Dra. Letícia, essa integração entre prevenção, diagnóstico e assistência especializada ganha importância conforme a cidade cresce e as necessidades de saúde se tornam mais complexas.
“A tríade formada pela prevenção, pelo diagnóstico precoce e pelo acompanhamento contínuo constitui a base da linha de cuidado integral em saúde. Juntas, essas ações reduzem riscos, evitam complicações de doenças agudas ou crônicas e aumentam consideravelmente as chances de cura e a qualidade de vida”, afirma.
Segundo ela, hospitais especializados e equipes multiprofissionais têm ainda a função de absorver demandas de média e alta complexidade, estruturando linhas de cuidado capazes de reduzir a pressão sobre os pronto-socorros gerais.
Crescer mantendo qualidade de vida
Apesar do desempenho de Campo Grande no IPS Brasil, o crescimento também impõe desafios. Na avaliação da diretora clínica, a atenção às doenças crônicas é um deles.
“Apesar do bom desempenho geral em qualidade de vida, a cidade enfrenta desafios nos pilares de saúde e nutrição que afetam o bem-estar e exigem atenção contínua. Faz-se necessário o acompanhamento das doenças crônicas para evitar o aumento das internações de casos agudos”, ressalta.
É nesse cenário que o Hospital do Coração busca inserir sua atuação na saúde suplementar de Campo Grande. Além da assistência de alta complexidade, a unidade mantém serviços voltados à medicina preventiva cardiovascular, como exames de cardiodiagnóstico, check-ups e ações educativas.
Para a instituição, completar 63 anos de atuação justamente no ano em que Campo Grande celebra seus 127 anos reforça uma relação construída ao longo de diferentes etapas da história da Capital.
“O Hospital do Coração e o Grupo Santa têm orgulho de fazer parte dessa história. Estamos presentes há décadas, acompanhando as transformações de Campo Grande e evoluindo junto com a cidade. Celebrar seus 127 anos é também celebrar as pessoas de quem cuidamos todos os dias e reafirmar nosso compromisso com a saúde da população campo-grandense”, afirma a Dra. Letícia.
Para o gerente executivo do Hospital do Coração de Mato Grosso do Sul, Cléber Lanza, a trajetória da instituição se confunde com o próprio desenvolvimento de Campo Grande.
“O Hospital do Coração faz parte da história de Campo Grande. Desde 1963, acompanhamos o crescimento da cidade, as transformações da medicina e as novas necessidades da população. Construímos ao longo dessas décadas um compromisso permanente com a comunidade. Hoje, olhando para essa trajetória, temos a responsabilidade de preservar esse legado e, ao mesmo tempo, preparar o hospital para o futuro, com investimentos, inovação, qualificação profissional e foco permanente na segurança e na qualidade assistencial. No aniversário de Campo Grande, celebramos a cidade que nos acolheu e da qual também fazemos parte”, conclui.
SERVIÇO – GRUPO SANTA (UNIDADE MATO GROSSO DO SUL)
HOSPITAL DO CORAÇÃO
Endereço: Rua Marechal Rondon, 1703, Centro – Campo Grande/MS
Telefone: (67) 3323-9119 / (67) 3323-9150
SOBRE O GRUPO SANTA:
Fundado em 1963, o Grupo Santa nasceu da união de médicos visionários que idealizaram o primeiro hospital privado de Brasília. Desde então, o Grupo cresceu e se consolidou como referência em alta complexidade, tornando-se o maior conglomerado hospitalar privado do Centro-Oeste. Hoje, reúne 12 unidades de saúde, entre hospitais gerais e centros especializados, presentes no Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. As unidades atuam em diversas frentes, com destaque para a assistência hospitalar de alta complexidade, diagnóstico por imagem e atenção multiprofissional integrada.
A qualidade e a inovação são pilares estratégicos do Grupo, reconhecido por acreditações nacionais e internacionais, como a ONA (Organização Nacional de Acreditação) e a QMentum Diamante, certificações que atestam a segurança, a gestão eficiente e o cuidado de qualidade.
Em 2023, o Grupo Santa deu um passo importante em sua trajetória ao anunciar uma parceria estratégica com a Atlântica Hospitais, que adquiriu 20% de participação no Grupo. O movimento fortaleceu sua governança corporativa e ampliou a capacidade de investimento, preparando a rede para um ciclo robusto de expansão e modernização.
Fonte: DGBB Comunicação & Estratégia
Discover more from FATONEWS :
Subscribe to get the latest posts sent to your email.















