O influenciador Eduardo Razuk, alvo de uma operação da Polícia Civil por rifas ilegais, vai continuar preso. Ele passou por audiência de custódia, nesta quinta-feira (20). Eduardo Razuk movimentou, em seis meses, mais de R$ 100 milhões.
Eduardo foi preso junto do irmão, Rafael Razuk, por vendas ilegais de rifas, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Na internet, os irmãos vendiam rifas de veículos de luxo. A PCMS (Polícia Civil de Mato Grosso do Sul) iniciou as investigações após receber denúncias de que o Eduardo estaria realizando a venda de cotas de rifas de forma ilegal.
Eduardo Rezende da Silva, o Razuk, movimentou, em seis meses, mais de R$ 100 milhões com as rifas. Ele foi investigado por cerca de dois meses, durante os quais os policiais conseguiram constatar a ilegalidade na venda das cotas, que, em sua maioria, eram de veículos de luxo.
A operação que investigou a dupla, deflagrada pela Dercc (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos), cumpriu 13 mandados de busca e apreensão, além de quatro prisões, sendo duas em Campo Grande, uma em João Pessoa (PB), do empresário Cícero Fabiano Melo Silva, e outra no Rio de Janeiro (RJ).
De acordo com o delegado Pedro Cunha, titular da Dercc, em um período de seis meses, estima-se que o influenciador tenha movimentado cerca de R$ 100 milhões apenas com a venda das cotas. No entanto, ele já realizava a modalidade de sorteio ilícito desde 2019.
Eduardo Razuk já havia sido alvo da polícia por realizar rifas ilegais no Brasil. Na época, um portal de notícias havia denunciado a prática do homem.
No início de 2021, Razuk voltou a realizar rifas de carros de modo ilegal. Na ocasião, segundo o portal UOL, o homem, por meio de um segundo perfil, promoveu uma rifa com a venda de 20 cotas, cada uma no valor de R$ 50, totalizando cerca de R$ 1 milhão.
Os irmãos mantinham um galpão na Vila Morumbi, com quase 30 veículos. Os carros foram apreendidos.
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