
Joseane Oliveira Nunes, de 33 anos, foi assassinada a golpes de foice na cabeça, dentro de uma residência na Rua Luiz Hilário Campos Leite, no Bairro Cristo Redentor, em Campo Grande, no início da noite desta quarta-feira (22/8). Com este novo caso, Mato Grosso do Sul totaliza o 22º feminicídio registrado desde janeiro.
De acordo com o Campo Grande News, uma pessoa que estava em frente ao imóvel para usar internet acionou o Corpo de Bombeiros depois que escutou a vítima pedindo por socorro. Quando os socorristas chegaram, a mulher já estavam sem os sinais vitais.
Para a equipe, essa testemunha relatou que entrou na casa e viu um homem de 19 anos deixar o endereço de bicicleta. Nervosa durante a ligação, a testemunha não conseguiu repassar outras informações naquele momento.
Os bombeiros fizeram manobras de reanimação, mas não conseguiram reverter o quadro. Joseane deixa três filhos, de 17 a 11 anos, ainda segundo o site da Capital.
Outra testemunha conto que viu o companheiro da vítima fugir em uma bicicleta azul. Durante a saída, um celular Xiaomi preto caiu em frente ao imóvel.
Policiais da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), da PM (Polícia Militar) e do GOI (Grupo de Operações e Investigações) foram ao endereço e isolaram o local para os trabalhos periciais.
Ela e o suspeito do crime estariam juntos há quatro anos.
Medida protetiva revogada
De acordo com o Campo Grande News, Joseane havia revogado a medida protetiva contra o companheiro, Lourival da Cruz Neto, o “Bola”, suspeito de assassiná-la na noite de ontem com uma foice.
A vítima solicitou a medida protetiva no dia 11 de julho, mesma data em que registrou boletim de ocorrência contra Lourival por violência doméstica, ocorrida na casa da sogra, no Bairro Jardim das Cerejeiras.
Contudo, dez dias depois, Joseane pediu a revogação da medida protetiva e a manifestação formal ocorreu em 16 de agosto, três dias antes dela ser morta. Na ocasião, procurou a Defensoria Pública, informou que continuava com o companheiro e declarou não ter mais interesse na manutenção da proteção.
Testemunhas relataram à polícia que, na época, o casal não chegou a permanecer sequer um dia separado. Os dois continuaram juntos e estavam morando na mesma residência.
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