
A instalação do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP) no bairro Amambaí foi tema de uma reunião realizada na manhã desta terça-feira (11), com a participação do vereador Landmark, moradores da região, da vice-prefeita e secretária municipal de Assistência Social, Camilla Nascimento, e do chefe da Guarda Civil Metropolitana (GCM), Anderson Gonzaga.
O encontro ocorreu após moradores manifestaram preocupação com a implantação do serviço no antigo prédio da Secretaria de Assistência Social (SAS), próximo à Escola Municipal José Rodrigues Benfica e a outros equipamentos públicos da região.

Um ponto importante apresentado durante a reunião é que a instalação do Centro POP está relacionada a um acordo firmado entre o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e a Prefeitura de Campo Grande. O termo aditivo, assinado em 6 de agosto, estabelece que o Município deverá implantar o Centro POP em novo espaço físico até 1º de setembro de 2026. O documento também prevê a ampliação do atendimento, com funcionamento de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h, além da oferta de jantar e atendimento aos sábados.
Apesar disso, moradores questionam a falta de diálogo com a comunidade antes da definição do local.
“Não somos jamais contra o atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade. Isso é necessário. Mas, do jeito que está sendo imposto no bairro Amambaí, nós, comerciantes e moradores, não fomos sequer ouvidos”, afirmou José Roberto Vieira.
Paulo Cesar Lani também demonstrou preocupação com os impactos na rotina dos moradores, especialmente idosos e famílias que vivem na região.

A secretária Camilla Nascimento explicou que o atendimento social já funciona no local há anos e que a proposta é ampliar o serviço. Segundo ela, uma base da GCM será instalada dentro do Centro POP para reforçar a segurança do equipamento e do entorno.
O chefe da GCM, Anderson Gonzaga, afirmou que será ampliado o monitoramento por câmeras na região e defendeu a criação de um canal direto de comunicação com os moradores.
Landmark destacou que o mandato busca uma solução que concilie o atendimento às pessoas em situação de vulnerabilidade com a segurança e a tranquilidade dos moradores, defendendo que a comunidade seja ouvida e que medidas concretas sejam adotadas antes da implantação definitiva.
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