
Ler Resumo
Menos de 24 horas depois do anúncio de Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice na chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, o marketing da campanha do filho primogênito de Jair Bolsonaro (PL) já se prepara para usar a imagem do alagoano nos programas eleitorais. Relator da CPMI do INSS, Gaspar aparecerá nas inserções em rádio e TV com denúncias contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, o ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e o irmão do mandatário, José Ferreira da Silva, o Frei Chico.
Caberá a Gaspar trazer esses nomes para a campanha e falar que a CPMI do INSS foi uma espécie de “primeiro round” no combate às fraudes aos aposentados e pensionistas do INSS. De acordo com membros da campanha, os primeiros programas devem começar a ser gravados na próxima semana e, desde já, está pacificado que Alfredo Gaspar não terá “papel decorativo” na campanha.
Os programas também devem detalhar a biografia do parlamentar como promotor de Justiça em Alagoas e o seu trabalho de combate à corrupção. Por isso, deve caber a Gaspar o papel ativo de ataque ao petismo, enquanto Flávio fará acenos ao Centro e à moderação, demonstrando um perfil diferente do pai.
Indicação após frustrações
A indicação dele ocorreu após Flávio não conseguir selar alianças com nenhuma outra legenda. O candidato também havia dito que a vice seria uma mulher — o eleitorado feminino é um dos segmentos em que o senador tem mais dificuldade de avançar.
Alfredo Gaspar é alagoano de Maceió. Tem 55 anos, é ex-promotor, foi eleito procurador-geral de Justiça e chefiou o Ministério Público de Alagoas entre 2017 e 2020. Também foi secretário de Segurança Pública do estado durante o governo de Renan Filho (MDB), que foi ministro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e hoje tenta voltar ao cargo. Depois, rompeu com o grupo dos Calheiros e foi cada vez mais para a direita. Deixou o MDB, filiou-se ao União Brasil, pelo qual foi eleito, e migrou para o PL neste ano, quando assumiu o diretório estadual do partido. Ao anunciar a mudança de sigla nas redes sociais, ele disse que atendia a uma “convocação” do senador.
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