O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) firmou contratação com a empresa MS Fator Obras e Serviços SA para implantar e pavimentar a MS-040, com valor estimado em mais de R$ 80,3 milhões.
A divulgação aconteceu no Diário Oficial desta quinta-feira (30), e as obras estão previstas para acontecer no trecho entre Santa Rita do Pardo e Brasilândia, no lote 04 da rodovia estadual, com pavimentação de 23,746 quilômetros totais, entre o KM 294,154 e o KM 317,9.
Os serviços devem ser executados e entregues dentro do período de 1 ano e 9 meses, contados a partir da Ordem de Início dos Serviços (OIS). Porém, não há indícios de quando a Agesul emitirá à ordem, sendo impossível estabelecer uma data definitiva de entrega.
Sob responsabilidade da concessionária Caminhos da Celulose, a qualidade da rodovia é alvo de uma série de reclamações devido aos buracos e más condições. A empresa tem concessão de cinco rodovias: BR-262, BR-267, MS-040, MS-338 e MS-395.
E em matéria recente do Correio do Estado, a empresa afirmou que realiza serviços de conservação e manutenção das rodovias MS-040 e BR-267, mas no momento, aguarda processos contratuais para iniciar as obras.
A contratação da empresa foi por processo de licitação, em Concorrência Eletrônica nº 134/2025 com resultado homologado em 03 de julho. O valor total estimado é de R$ 80.399.806,26.
Outro trecho
Ainda na MS-040, um outro contrato foi assinado no início desta semana e divulgado no DOE ontem, que prevê a implantação e pavimentação de 24,7 quilômetros entre os municípios de Santa Rita do Pardo e Brasilândia, mas este no lote 1.
A empresa Contek Engenharia SA é a responsável pelas obras que devem acontecer do KM 228,7 ao KM 253,4. O valor deste contrato está estimado em R$ 100.286.853,74, a quantia é quase R$ 20 mil a mais do estimado para a realização das obras no lote 4.
A contratação da empresa foi por processo de licitação, em Concorrência Eletrônica nº 135/2025 com resultado homologado também em julho.
Ambas os contratos tiveram como procurador Gil Márcio Franco, agora responsável a frente da Agesul, após exoneração de Rudi Fioresi, envolvido em escândalo de desvio de dinheiro público na prefeitura de Campo Grande.
As licitações dos dois loteamentos somavam o valor estimado de R$ 187 milhões para pavimentar aproximadamente 50 quilômetros entre os municípios do interior do Estado, que ainda não possuem asfalto e são parte importante no trajeto de atividades de pecuária e celulose.
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