Ler Resumo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou que as forças americanas destruiriam uma ponte ou usina de energia do Irã para cada novo ataque contra embarcações no Estreito de Ormuz. O controle sobre nevrálgica rota marítima, por onde costuma passar 20% do petróleo consumido no mundo, está no centro do colapso do acordo provisório que Washington e Teerã assinaram há um mês.
Segundo Trump, alvos potenciais incluiriam instalações “localizadas próximas ou dentro” da capital, Teerã, e a resposta militar ocorreria após qualquer forma de ataque a navios no estreito, “seja por míssil, foguete, drone ou qualquer outro dispositivo ou arma”.
“Toda vez que a República Islâmica do Irã atacar uma embarcação no Estreito de Ormuz, seja com mísseis, drones ou qualquer outro tipo de arma ou munição, os Estados Unidos bombardearão e destruirão uma ponte ou uma usina de energia”, escreveu o presidente em sua plataforma Truth Social.
Ataques parte a parte
A ameaça veio após os Estados Unidos lançarem ataques contra território iraniano pela 11ª noite consecutiva. O Centcom, braço do Exército americano responsável pelo Oriente Médio, afirmou que a onda de bombardeios foi “projetada para continuar degradando a capacidade do Irã de ameaçar a navegação comercial” no Estreito de Ormuz. Segundo o comando, a Guarda Revolucionária Islâmica disparou contra “mais de 30 navios comerciais” nos últimos três meses.
“Os ataques injustificados colocaram em risco centenas de marinheiros inocentes e prejudicaram a liberdade de navegação”, afirmou o Centcom, acrescentando que a via navegável permanecia “aberta para o trânsito de navios comerciais”.
A mídia estatal iraniana relatou que defesas aéreas foram ativadas em Teerã. Explosões também foram registradas na cidade de Tabriz, no noroeste do país, nos portos de Chabahar e Konarak (sudeste) e na cidade de Bushehr (sul), onde fica a única usina nuclear do Irã. Em resposta, as forças do regime dos aiatolás dispararam contra o Kuwait, Bahrein e Jordânia.
O preço do petróleo disparou em resposta à mais recente escalada, subindo de US$ 70 no início de julho para US$ 94 nesta quarta-feira.
Diplomacia ou escalada?
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que ainda há abertura para diplomacia, mas acrescentou que não acredita que o Irã esteja falando sério sobre as negociações.
Trump também não vem dando sinais de desescalada. O presidente dos Estados Unidos disse na terça-feira 21 que considerava ordenar bombardeios ao complexo conhecido como Pickaxe Mountain, uma instalação nuclear subterrânea onde se suspeita que o Irã esteja construindo uma unidade de enriquecimento de urânio secreta. “Vamos atacar essa área muito em breve, e com muita força”, garantiu ele durante conversa com repórteres na Casa Blanca, onde recebeu o presidente libanês, Joseph Aoun.
O comando militar iraniano Khatam Al-Anbiya afirmou que consideraria tal ataque “uma expansão da guerra na região”, ameaçando atacar “todos os interesses dos Estados Unidos, de seus aliados e apoiadores”, segundo a emissora estatal IRIB.
Em paralelo, os hutis, rebeldes do Iêmen financiados pelo Irã, afirmaram ter imposto um embargo naval contra a Arábia Saudita e ameaçaram fechar completamente o Estreito de Bab el-Mandeb — a porta de entrada sul do Mar Vermelho, que tornou-se crucial mediante o bloqueio do Estreito de Ormuz. Trump, por sua vez, disse que “lidaria” com o grupo armado caso o alerta fosse colocado em prática. Por ora, dois petroleiros sauditas, com destino à China e à Índia, deram meia volta rumo ao Canal de Suez.
Discover more from FATONEWS :
Subscribe to get the latest posts sent to your email.






















