O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, disse nesta terça-feira, 21, que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) rejeitou o convite para ser a vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Em entrevista à emissora de televisão CNN, o cacique disse que recebeu a negativa depois de se reunir com a parlamentar, que teria lhe dito que pretende continuar no Senado e disputar a chefia da Casa, que terá eleição em fevereiro de 2027. A informação foi confirmada pela assessoria da senadora, que sempre foi tratada pelo dirigente como “a vice dos sonhos” de Flávio.
“Ela me disse hoje que é candidata à Presidência do Senado, que ela vai disputar a presidência do Senado e que esse é o objetivo dela”, disse o presidente do PL nesta terça. A ideia de Tereza Cristina é enfrentar e suceder Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), atual presidente da Casa.
Além de ter medido forças com o atual governo Lula — como aconteceu na rejeição histórica do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) –, Alcolumbre foi eleito com a ampla maioria da Casa, obtendo 73 dos 80 votos possíveis (tirando o dele próprio). As próximas eleições, em outubro, no entanto, renovarão dois terços do Senado (54 de 81 cadeiras), o que pode mudar o perfil da Casa e abalar a hegemonia de Alcolumbre.
Busca por uma vice
Além de Tereza Cristina, há outros nomes sendo cotados para ser vice de Flávio. O mais forte, além de Tereza, que negou o convite, é o de Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), que já embarcou na campanha do senador e está ajudando na formulação da proposta econômica do canddiato.
A ideia de ter uma vice mulher é aproximar Flávio do eleitorado feminino, onde ele tem mais dificuldade de inserção, principalmente depois do rompimento das relações com a sua madrasta, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Partidos do Centrão longe de Flávio
Outro problema para Flávio conseguiu a vice que gostaria é o fato de suas favoritas ao posto estarem filiados a partidos que ainda não decidiram se irão apoiar o senador do PL na sua candidatura à Presidência:
Tereza Cristina é filiada ao PP, que tem uma federação com o União Brasil — a União Progressista, que caminha para ficar independente na eleição presidencial. Já Daniella é filiada ao Republicanos, que também reluta em embarcar formalmente na campanha de Flávio.
Valdemar: “Flávio não estava preparado para ser candidato”
Nessa mesma entrevista, enquanto falava sobre as negociações para receber o apoio de outras siglas, Valdemar disse que o filho Zero Um do ex-presidente Jair Bolsonaro “não estava preparado” para disputar o Planalto. “O Flávio não estava preparado para ser candidato. Ele foi escolhido por Bolsonaro e ele não tinha feito uma estrutura e um trabalho antes para ser candidato à Presidência da República. Ele foi escolhido, Bolsonaro escolheu o Flávio”, disse, complementando que, ainda nesta terça, haveria uma reunião com o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha.
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