O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, citou o Pix e usou a estratégia de criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para pedir que os Estados Unidos recuem nas sobretaxas impostas a produtos brasileiros. Segundo o senador, as tarifas têm sido usadas pelo atual governo para benefício político.
Segundo Flávio, que é pré-candidato à Presidência, este é o “pior momento possível” para a aplicação da medida e defendeu o adiamento. “Punir aqueles que já arcaram com as consequências seria o pior momento possível para agir. Respeitosamente, peço a este país: não imponha tarifas ao Brasil. Preserve o sucesso desta parceria, cancele-a e vamos negociar”, pediu o senador.
“Elas (tarifas) foram exploradas politicamente pelo atual governo brasileiro. Uma tarifa de 25% penaliza todo o povo brasileiro, exceto justamente as autoridades responsáveis por essas decisões”, completou. “Se a intenção é pressionar o Brasil, esse não é o jeito correto de fazer isso. Essa não é a forma adequada. Existem instrumentos direcionados que podem ser usados contra indivíduos”.
Em documento encaminhado na semana passada ao USTR, o senador já havia pedido o adiamento da entrada em vigor das tarifas para depois das eleições. Em 15 de julho termina o prazo para os EUA decidirem se vão colocar em prática tarifas adicionais sobre produtos brasileiros.
Sobre o Pix, Flávio Bolsonaro falou que o sistema contribuiu para a inclusão de brasileiros na economia formal e “não é um problema a ser corrigido, é uma solução”.
“Esse avanço também beneficiou diretamente empresas americanas, já que o volume de transações processadas por cartões de pagamento emitidos por bandeiras dos Estados Unidos continuou crescendo paralelamente à ampla adoção do Pix, uma vez que essas empresas prestam serviços que se complementam, e não competem com o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos”, afirmou.
A Seção 301 é um instrumento utilizado pelo governo americano para investigar e, eventualmente, aplicar sanções comerciais a países acusados de adotar práticas consideradas desleais ou prejudiciais aos interesses das empresas dos Estados Unidos.
No caso brasileiro, a investigação cita temas como comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, incluindo o Pix, tarifas consideradas “injustas e preferenciais”, medidas anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e ações de combate ao desmatamento ilegal.
Além de Flávio Bolsonaro, também participam da audiência representantes do setor produtivo brasileiro. Entre eles estão o ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) e ex-embaixador Roberto Azevêdo, representando a Confederação Nacional da Indústria (CNI), e Letícia Sperb Masselli, da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados).
Discover more from FATONEWS :
Subscribe to get the latest posts sent to your email.






















