
Foi em abril de 2025 que a Amazon, criação do bilionário Jeff Bezos, começou uma série de missões do projeto Amazon Leo, em busca de construir essa constelação de máquinas. Até o momento, quatorze missões chegaram ao fim, com mais de 375 satélites lançados. De acordo com o comunicado da empresa, é a “terceira maior constelação em órbita”. Eles declararam ainda que mais de 100 outras missões para lançamento das máquinas já estão previstas.
A maior parte dos lançamentos, incluindo o mais recente desta quinta-feira — que lançou 29 novos satélites em órbita — aconteceram com o foguete Atlas V da Amazon. Com a décima quarta missão, o número oficial de satélites da empresa subiu para 396. As próximas missões, porém, não serão feitas por esse foguete. A gigante já tem um novo modelo pronto, o Vulcan, que poderá levar ainda mais peso ao espaço.
O anúncio vem em meio aos desejos de evolução no mercado de satélites, em especial da Starlink, principal empresa do ramo. Na última semana, o Observatório Europeu do Sul (ESO), divulgou um alerta sobre o alto número dessas máquinas em órbita. Até o momento, alguns milhares delas orbitam o planeta, mas grandes empresas como a Amazon, a Starlink e a Reflect Orbital desejam aumentar esse número de forma exponencial, com discussões que chegam à casa dos milhões. O estudo do Observatório mostrou que, caso esse número realmente se torn real, a observação astronômica pode ser prejudicada de forma severa, em especial pelo alto brilho das máquinas no céu noturno.
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