A “moral flexível” da cúpula partidária não cansa de tripudiar sobre o cidadão brasileiro. Poucas horas após ser forçado a anunciar sua desistência da disputa ao Senado Federal — acuado pelo avanço avassalador da Polícia Federal no escândalo Bolsomaster —, o ex-governador do Rio, Cláudio Castro (PL), ganhou um generoso prêmio de consolação para amortecer sua queda.
Castro fechou um acordo direto com o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, para receber um salário mensal de R$ 38 mil. O detalhe que transforma o caso em escárnio explícito é a origem dos recursos: a dinheirama será integralmente custeada com dinheiro do fundo partidário e eleitoral — ou seja, dinheiro dos impostos do contribuinte.
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