Uma lavanderia registrada no nome da tia de 75 anos do deputado federal Altineu Côrtes, presidente do PL no Rio, multiplicou por oito seu faturamento com o governo do Rio enquanto o aliado Cláudio Castro (PL) comandou o estado, entre 2020 e 2026. Mais de 80% dos contratos durante a gestão de Castro não passaram por licitação. Procurado, Altineu alegou não ter relação com a empresa e disse que não atuou em prol dos contratos.
Focada em limpeza hospitalar, a Max Clean Lavanderia Industrial começou a fechar contratos com o poder público há nove anos. Entre 2017 e 2020, os governos de Luiz Fernando Pezão e Wilson Witzel pagaram R$ 9,6 milhões à empresa. Com Castro no comando do estado, os números deram um salto. Em seis anos, a lavanderia acertou compromissos de R$ 78,8 milhões com o governo do Rio e, dos 23 contratos fechados, 19 foram sem licitação.
O endereço da Max Clean, no município de São Gonçalo, é o mesmo de uma antiga empresa do ramo, a Brasil Sul, que era do pai de Altineu. Xará do filho, ele foi preso em 2005 com base em investigação da Polícia Federal sobre fraudes nas redes de saúde federal, estadual e municipal no mesmo ramo de limpeza hospitalar. Voltaria a ser preso em 2009, na Operação Sexta-Feira 13, sob suspeita de lavagem de dinheiro por meio do envio de recursos ao exterior.
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