
No mês de maio de 2026, as exportações do agronegócio
somaram US$ 16 bilhões, representando 50,2% do total exportado pelo Brasil. O
valor representa um crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano
anterior, quando o setor havia registrado US$ 14,8 bilhões, no entanto
apresentou uma queda de 3,7% na comparação com o mês de abril.
A CNM (Confederação Nacional de Municípios), que realizou
o levantamento, avalia a medida e celebra o avanço da descentralização da
riqueza. Isso porque, em maio, 1.496 Municípios brasileiros registraram
exportações do agro, uma expansão de 2,3% em relação aos 1.463 Municípios no
mesmo período do ano anterior, gerando emprego e renda diretamente nas
economias locais. Dentre os principais Municípios destaca-se Rio Verde (GO) com
US$ 300,8 milhões resultado da exportação de soja em grãos.
Por outro lado, o levantamento da CNM constatou que as
importações de produtos agropecuários alcançaram US$ 1,61 bilhão, apresentando
uma queda de 3,6% frente ao mesmo mês do ano anterior. O trigo liderou a pauta
de importações do setor com US$ 134,2 milhões.
No acumulado do ano, as exportações do agro totalizaram
US$ 70,55 bilhões, registrando uma alta de 4,6% sobre o mesmo período de 2025.
Como as importações acumuladas somaram US$ 8,25 bilhões (-3,4%), o saldo da
balança comercial do agronegócio acumulado no ano atingiu US$ 62,3 bilhões. No
acumulado do ano, o agro respondeu por 47,5% de todas as vendas externas
brasileiras.
Mais exportados
A soja em grãos manteve-se isolada como o produto que é
líder das exportações do país. Somente em abril, o grão movimentou US$ 6,31
bilhões (alta de 14,6% em relação ao ano anterior), respondendo por 39,4% da
participação de toda a pauta do agro. O grão foi o principal item exportado por
169 Municípios brasileiros.
Em segundo lugar figurou a carne bovina in natura,
gerando US$ 1,7 bilhão – uma espetacular disparada de 50,2% em relação ao ano
anterior, impulsionada por um aumento de 25% no preço médio. O farelo de soja
fechou o pódio em terceiro lugar com US$ 954,2 milhões, um aumento de 20,7% em
valor comparado ao ano anterior.
Mato Grosso registrou US$ 3,14 bilhões em exportações no
mês de maio, o que representa 19,6% de participação em todo o total exportado
pelo agro brasileiro. O resultado mato-grossense vem de uma base concentrada em
80 Municípios exportadores participaram do envio de 40 produtos agropecuários
diferentes.
São Paulo registrou US$ 2,32 bilhões em exportações no
mês de maio, equivalente a 14,5% do total nacional. Embora tenha apresentado
uma leve retração de 2,7% no acumulado do ano (alcançando US$ 10,85 bilhões), o
agronegócio paulista destaca-se pela sua diversificação em 323 Municípios
registraram embarques no mês, comercializando 317 produtos agropecuários
diferentes.
A China foi o maior parceiro comercial do campo
brasileiro, absorvendo US$ 6,28 bilhões das vendas de abril, tendo a soja em
grão como principal produto. O país foi o principal comprador de 274 Municípios
exportadores.
Os Estados Unidos mantiveram-se na segunda posição,
faturando US$ 837 milhões (com destaque para a carne bovina in natura), embora
tenham registrado uma queda de 28% em comparação com o mesmo período do ano
anterior. A Holanda fechou os três principais destinos com US$ 605,8 milhões
(+25%).
Taxa dos EUA
Apesar dos números positivos da balança agropecuária, um
sinal de alerta vermelho permanece aceso para o agro nacional com as sobretaxas
americanas. No acumulado dos últimos 12 meses as exportações do agro aos
Estados Unidos totalizaram US$ 9,8 bilhões uma queda de 25,2% (US$ 3,32
bilhões), em comparação ao mesmo período do ano anterior, os setores mais
afetados foram a cadeia florestal, café, cana de açúcar e o suco de laranja.
Os dados consolidados de exportações por grupo de
produtos revelam que o setor relacionado ao processamento de madeira foi
comercializado por US$ 1,1 bilhão, nos últimos 12 meses, uma queda de 37,7%,
concentrada nos exportadores do Paraná e Santa Catarina.
Na indústria de transformação florestal os efeitos das
tarifárias impostas pelos Estados Unidos, ainda no ano passado, refletiram
diretamente no mercado de trabalho que no período de junho de 2025 até abril
deste ano apresentou um saldo negativo de 10 mil vagas com carteira de
trabalho, no ano anterior teve um saldo negativo de 500 vagas efeito da queda
de 8,8% nas contratações. Os Municípios localizados nos Estados de São Paulo,
Minas Gerais e Santa Catarina concentram 50% das vagas fechadas nos últimos 11
meses.
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