
Políticos sul-mato-grossenses saíram em defesa do Pix, sob ameaça dos Estados Unidos. Enquanto os bolsonaristas não se manifestaram, petistas responsabilizaram o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato a presidente da República, pelas novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi responsabilizado porque as medida foram anunciadas logo após o encontro dele com o presidente dos EUA, Donald Trump. Após o governo americano anunciar a taxa de 25% por causa do PIX, do desmatamento e de falhas no combate à corrupção e um adicional de 12,5% pelo suposto trabalho escravo, Trump divulgou fotos da reunião com Flávio e o irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL).
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“Agosto de 2025: Eduardo Bolsonaro se encontra com Trump e em seguida é anunciado o tarifaço para o Brasil. Maio de 2026: Flávio Bolsonaro se encontra com Trump e os EUA anunciam novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros. Ameaçam também taxar o PIX, patrimônio nacional que facilita a vida de milhões no nosso país”, reagiu a deputada federal Camila Jara (PT).
“A família Bolsonaro, que diz tanto ser patriota, não mede esforços para articular com o presidente americano sanções que prejudicam o Brasil. Flávio Bolsonaro parece esquecer que é pago com dinheiro público para trabalhar pelo povo brasileiro, não contra ele”, criticou a petista.
O ex-governador Zeca do PT acusou Flávio de atacar o Pix para beneficiar as empresas de cartões de crédito, como Visa e Mastercard. “O tal do Flávio (vulgo Bolsonarinho, vulgo Rachadinha, vulgo Mr. Master) foi ficar de joelho para o Trump e fazer lobby contra o Brasil. Resultado: o governo dos Estados Unidos está atacando o Pix para defender cartões de crédito Visa e Mastercard”, atacou o deputado estadual.
O deputado estadual Pedro Kemp (PT) postou um vídeo em defesa da moderna fórmula de transações bancárias. “O Pix é nosso. Só foi Flávio Boslonaro se encontrar com Trump”, avisou o parlamentar.
“Querem acabar com o nosso Pix que é gratuito para beneficiar empresas americanas”, acusou Kemp.
Na mesma linha, a ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet, postou vídeo em que defende o Pix e acusa Flávio de articular para acabar com o modelo. “O Pix é uma conquista dos brasileiros. Facilitou a vida de milhões de pessoas e fortaleceu os pequenos negócios em todo o país. Defender o Pix é defender a inovação brasileira e a nossa soberania”, disse a candidata ao Senado por São Paulo.
Sem entrar na polêmica de quem é o culpado pela ofensiva americana contra o Pix, o senador Nelsinho Trad (PSD) também gravou vídeo para defender o sistema. “O PIX é do brasileiro, ninguém mexe e ninguém tira”, bradou o senador.
Único bolsonarista a falar, Dr. Ovando culpa Lula
O deputado federal Dr. Luiz Ovando (PP) não criticou Trump nem os filhos de Bolsonaro. Ele divulgou nota para responsabilizar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo novo tarifaço proposto por Trump.
“O governo precisa agir com rapidez e buscar uma solução que evite prejuízos aos produtores, exportadores e trabalhadores brasileiros. Quando empregos, investimentos e a produção nacional estão em risco, o interesse do Brasil deve estar acima de qualquer projeto político”, afirmou o parlamentar. Ex-comunista, ele já gravou vídeo para elogiar a gestão Trump e os Estados Unidos.
Já os bolsonaristas mais atuantes nas redes sociais, como Marcos Pollon e Rodolfo Nogueira, não se manifestaram sobre a ofensiva americana contra o Pix. Sempre “preocupada” com os brasileiros, a senadora Tereza Cristina (PP) também ignorou a polêmica.
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