O município de Coxixola, um dos menores do país com apenas 1.824 habitantes segundo o IBGE, entrou no centro de um debate sobre gastos públicos após a realização de um show do cantor Wesley Safadão no último dia 29 de abril de 2026.
A apresentação, que fez parte das festividades locais, teve um cachê de R$ 1,3 milhão pago ao artista. Somando custos com estrutura, palco, som, iluminação e organização, o evento atingiu cerca de R$ 2,5 milhões — valor que chamou atenção por representar aproximadamente 61,8% de tudo o que o município investiu em áreas essenciais como saúde e educação no mesmo período.
Diante da repercussão, o caso passou a ser analisado pelo Ministério Público de Contas da Paraíba, que abriu procedimento para verificar a legalidade e a razoabilidade dos gastos. O órgão busca entender se houve desproporcionalidade na aplicação de recursos públicos, especialmente considerando o porte da cidade e suas prioridades orçamentárias.
A contratação de artistas de grande porte por municípios pequenos não é inédita no Brasil, mas frequentemente gera questionamentos quando os valores envolvidos superam investimentos em serviços básicos. Especialistas em gestão pública destacam que, embora eventos culturais possam impulsionar a economia local e o turismo, é necessário equilíbrio fiscal e transparência na aplicação dos recursos.
Até o momento, a prefeitura de Coxixola não detalhou publicamente todos os critérios que justificaram o investimento, mas defende que o evento trouxe visibilidade e movimentou a economia da região.
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