De acordo com ele, o mercado “sempre reage no curto prazo”. Mas que “amanhã ou depois o Lula pode vir e fazer uma ‘Carta aos Brasileiros 2.0’ e isso acalmar, trazer um nome talvez mais bem percebido pelo mercado para a Fazenda”. Mas agora, o mercado não tem visibilidade disso, enxerga que em quatro anos o presidente não buscou o equilíbrio fiscal das contas públicas, por exemplo. “E o câmbio, ele traz isso para valor presente”, indica o especialista. “Se quatro anos continuarem assim, você tem um impacto forte no câmbio. Mas essas coisas a gente sabe que se revertem, são rápidas”, finaliza.
Para ele, o momento pressupõe diversificação de investimentos, com uma parcela no exterior, considerado por ele atualmente um oásis. “O oásis que eu digo é que vai ter uma parcela do teu capital internacional que não tem nada a ver com o que se passa no Brasil. Ações do McDonald´s, da Coca-Cola, da Microsoft… não têm nada a ver com o que acontece no Brasil”, explica Castro Alves. “Dias como hoje reforçam nossa tese da necessidade de internacionalização, necessidade de ter uma parcela do capital fora como uma forma de proteção do risco país”, completa.
Castro falou à Coluna antes das abertura dos mercados no Brasil, mas já diante da perspectiva do cenário que se desenrola. A bolsa de valores brasileira iniciou a semana sob forte pressão, com queda em torno de 17% – o que fez a B3 interromper momentaneamente o pregão, o que não ocorria desde a pandemia. O dólar também abriu em forte valorização – por volta das 10h30 estava cotado a R% 5,60, uma valorização em torno de 12% frente ao real.
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