
Nesta terça, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o segredo de Justiça sobre relatórios da Polícia Federal na investigação do escândalo. Os documentos mostram vínculos de Moraes com Vorcaro, que chegou a consultar o ministro antes da sua tentativa de fuga para os Emirados Árabes Unidos, em novembro do ano passado.
Junto com o relatório da PF, estão três contratos de prestação de serviços advocatícios. Um deles é do Barci de Moraes (gerido por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro) com o próprio Banco Master, no valor de 108 milhões de reais, que seriam pagos em 36 parcelas fixas de 3 milhões de reais. Os outros dois são do escritório com a Viking Participações, que é de Vorcaro. Cada um tem o valor de 50 milhões de reais. Juntos, os três contratos somam, portanto, 208 milhões de reais.
Um dos contratos feitos com a Viking previa que 40 milhões de reais seriam pagos por meio de cotas sociais de dois fundos de investimento, que são proprietários de aeronaves. Uma é a Fraction 024 Administração de Bem Próprio S/A, dona de um jato Legacy 650, prefixo PP-NLR. A outra é a Fraction 053 Administração de Bem Próprio S/A, que na época do contrato estava finalizando a compra de um helicóptero modelo EC 155, B1, da Airbus Helicopters.
As investigações da Polícia Federal encontraram as digitais de Moraes nos contratos feitos entre o Barci de Moraes e as empresas Vorcaro. O escritório confirmou que o ministro foi consultado sobre “eventual existência de impedimentos legais para a contratação” e reiterou que em seu gabinete não há nenhum caso envolvendo o Master ou o seu proprietário.
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