
A Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) e o Ministério
Público do Paraguai entregaram para a Digemabel (Direção Geral de Material
Bélico) os 30 fuzis apreendidos neste domingo (30) em Pedro Juan Caballero,
cidade vizinha de Ponta Porã.
A entrega oficial ocorreu na manhã desta segunda-feira
(31) e o armamento será levado para a capital Asunción. A Digemabel é a
instituição das Forças Armadas do Paraguai encarregada de fiscalizar, registrar
e controlar a fabricação, importação e exportação de armas, munições e
explosivos.
Os fuzis estavam em uma casa no Bairro Virgem de Caacupé,
em poder dos irmãos Blas Antonio Figueredo López, de 33 anos, e Fredy Alberto
Figueredo López, de 38 anos. Segundo a Senad, o arsenal vale pelo menos 300 mil
dólares, o equivalente a R$ 1.554.420,25.
Conforme a Senad, Blas López lidera a organização
criminosa que envia armas de grosso calibre e drogas para o mercado brasileiro
através da linha internacional Pedro Juan Caballero-Ponta Porã e Bella Vista
Norte-Bela Vista.
No local, os agentes federais apreenderam 20 fuzis G3
calibre 7,62 x 51 mm de procedência alemã, 10 fuzis Cetme calibre 7,62 x 51 mm
fabricados na Espanha, carregadores, acessórios usados no armamento e 3 quilos
de maconha da alta potência divididos em pequenas porções. A Senad acredita que
os pacotes seriam amostras da maconha, para negociação de grandes
carregamentos.
As amostras de maconha e os fuzis estavam escondidos
entre gêneros alimentícios na carroceria de uma caminhonete Ford Ranger, que
seria usada para fazer o transporte até o Brasil. Os compradores seriam
integrantes de facções criminosas brasileiras.
A Operação Arma Mortal também apreendeu 6,8 milhões de
guaranis (R$ 5.957,65), R$ 250,00, 3 celulares, 5 cartuchos calibre 38, 2
placas de veículos e documentos.
Conforme a imprensa paraguaia, os fuzis encontrados ontem
fazem parte do mesmo lote de outras 20 armas semelhantes, apreendidas em 29 de
julho deste ano em Santa Rita, no departamento de Alto Paraná. O arsenal estava
no carro do policial paraguaio Tomás Alcides Trindad Flecha, de 37 anos, que na
época era lotado na Delegacia de Acepar, na fronteira com Mato Grosso do Sul.

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