Mesmo sob pressão do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, o Brasil se consolidou em 2025 e 2026 como potência exportadora do agronegócio, chegando a encostar e, em alguns indicadores, a superar o desempenho norte-americano. Dados oficiais mostram que a combinação de tarifas retaliatórias chinesas, perda de competitividade relativa dos Estados Unidos e expansão estrutural da produção brasileira transformou o país no principal beneficiário dos erros de política comercial da administração de Donald Trump.
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), as exportações brasileiras do agronegócio atingiram US$ 169,2 bilhões em 2025, o que representa um recorde e alta de 3% em relação a 2024. No período de janeiro a julho de 2026, o valor chegou a US$ 103,4 bilhões, também recorde para o intervalo, com crescimento de 6%. Em julho isoladamente, foram registrados US$ 16,34 bilhões, a melhor marca da série histórica para o mês.
Do lado norte-americano, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) registrou US$ 171,49 bilhões em exportações agrícolas em 2025. A diferença, que no início do século chegava a mais de 160% a favor dos Estados Unidos, praticamente desapareceu. Em cinco anos, enquanto as vendas norte-americanas cresceram apenas 14%, as exportações brasileiras avançaram 68%.
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