A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul identificou um adolescente de 14 anos como apontado líder da organização investigada na Operação Lívia. A ação foi desencadeada após a morte de uma adolescente de 13 anos, moradora de Naviraí, em um caso apurado como possível indução ao suicídio por integrantes do grupo.
Os detalhes foram divulgados nesta quarta-feira (5) pelo Ministério da Justiça, durante apresentação sobre a estrutura da rede e a atuação dos suspeitos no ambiente virtual.
De acordo com a investigação, a organização buscava crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade por meio de redes sociais e outras plataformas digitais. Após o primeiro contato, as vítimas eram submetidas a manipulação, ameaças, conteúdos violentos e incentivo a práticas criminosas.
Além do adolescente de 14 anos, outros quatro menores, com idades entre 13 e 17 anos, foram apreendidos por ordem judicial. Um jovem de 18 anos também foi preso durante a operação.
A polícia apura a participação dos investigados no caso da adolescente de Naviraí e em outros possíveis crimes. Conforme as autoridades, o grupo também planejaria novas ações contra vítimas selecionadas pela internet.
Durante a apresentação, o secretário nacional de Direitos Digitais, João Brant Barreto, afirmou que houve pedido para bloqueio da plataforma utilizada pelo grupo, mas a medida não foi autorizada pela Justiça. Ele defendeu o fortalecimento dos mecanismos de prevenção, controle de idade e moderação de conteúdos nas plataformas digitais.
A Operação Lívia reúne policiais civis de Mato Grosso do Sul, Ceará, Minas Gerais, Pará e Rio de Janeiro. As investigações continuam para identificar outros participantes e dimensionar o alcance da rede.
Quem precisa de apoio emocional pode procurar familiares, pessoas de confiança e serviços de saúde. O Centro de Valorização da Vida (CVV) atende gratuitamente, 24 horas por dia, pelo telefone 188.
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