
A Polícia Federal atuou, no âmbito de ação conjunta com a
Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de
Repressão ao Crime Organizado) e com a Força Especial de Luta contra o
Narcotráfico, da Bolívia, na localização e na prisão, neste domingo (2), do ex-deputado
estadual Roberto Razuk Filho, o Neno Razuk (PL).
Ele foi localizado na região de fronteira do Brasil com a
Bolívia. Apesar de a Justiça brasileira ter solicitado na semana passada a inclusão
do mandado de prisão na Difusão Vermelha da Interpol, o procedimento ainda não tinha
sido colocado em prática e Neno foi detido por entrada ilegal no território
boliviano.
Em nota oficial, a Polícia Federal informou que a atuação
coordenada permitiu o compartilhamento de informações, a realização de
diligências e o alinhamento operacional. “As medidas subsequentes serão conduzidas
em conformidade com os instrumentos de cooperação internacional vigentes e com
os procedimentos legais aplicáveis pelas autoridades brasileiras e bolivianas”,
diz a PF. Neno Razuk já foi entregue à Polícia Federal em Corumbá.
Alvo da Operação Successione desde dezembro de 2023,
acusado de crime organizado e exploração do jogo do bicho, Neno Razuk foi
condenado em primeira instância a 15 anos, 7 meses e 15 dias de prisão. Mesmo com
a sentença, ele continuava exercendo mandato na Assembleia Legislativa.
Em maio, no entanto, após recontagem de votos pela Justiça
Eleitoral, Neno perdeu a cadeira no Legislativo estadual e teve a prisão
preventiva decretada por perder a prerrogativa de foro privilegiado. Equipes do
Gaeco fizeram buscas para cumprir o mandado, tanto na casa dele em Campo Grande
quanto na casa dos pais em Dourados, mas Neno fugiu e só foi localizado ontem,
quando seguia de carro para Santa Cruz de La Sierra.
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