
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia que o alinhamento do senador Flávio Bolsonaro (PL) com líderes estrangeiros tende a ser um tiro no pé na corrida ao Palácio do Planalto e pode ampliar a vantagem do petista nas pesquisas. Os correligionários já haviam associado o fôlego de Lula em levantamentos recentes, em parte, às articulações do senador nos Estados Unidos por taxações ao Brasil. A participação do presidente argentino Javier Milei na convenção do PL, no sábado, 25, é vista como mais um episódio capaz de afastar eleitores moderados.
O presidente da Argentina fez um discurso virulento contra o presidente e o Supremo Tribunal Federal (STF). A cena entusiasmou bolsonaristas fiéis, mas, na leitura da campanha de Lula, não vai render dividendos eleitorais para Flávio. Pelo contrário, pode atrapalhar o senador a atrair o eleitorado indeciso, fatia que será decisiva para a vitória nas urnas, o que animou os petistas.
Uma ala do PL está preocupada com os rumos da campanha de Flávio. A estratégia que havia sido desenhada para vencer a eleição consistia em apresentar o senador como uma versão moderada do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Dois episódios colocaram aliados moderados em alerta: as informações falsas que ele divulgou sobre as urnas em uma reunião com diplomatas e, agora, a convenção estadual. O maior fantasma da campanha, no entanto, continua sendo a teia do Banco Master.
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