O deputado federal Marcos Pollon encaminhou requerimentos ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Ministério da Agricultura e Pecuária cobrando esclarecimentos sobre a crise de desabastecimento de vacinas veterinárias consideradas essenciais para a pecuária brasileira.
Os pedidos foram direcionados também ao ministro da Agricultura, André de Paula, com questionamentos sobre as medidas adotadas pela pasta para reduzir os impactos da escassez de imunizantes e evitar prejuízos sanitários ao setor agropecuário.
Segundo o parlamentar, a situação já foi reconhecida oficialmente pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que apontou falta de vacinas contra doenças como clostridioses, influenza equina, encefalomielite, herpesvírus, tétano e leptospirose.
De acordo com os documentos encaminhados, a CNA também relatou registros de mortalidade animal em alguns estados em razão da dificuldade de acesso aos imunizantes.
Pollon argumenta que a defesa sanitária animal é estratégica para garantir segurança alimentar, estabilidade econômica do agronegócio, manutenção das exportações e proteção da cadeia produtiva nacional.
O deputado alerta que a escassez de vacinas veterinárias pode provocar aumento da mortalidade animal, disseminação de doenças infectocontagiosas, prejuízos financeiros aos produtores rurais e impactos diretos na pecuária brasileira.
Nos requerimentos, o parlamentar também pede esclarecimentos sobre possíveis fragilidades estruturais na cadeia nacional de imunobiológicos veterinários, citando a redução no número de fabricantes atuando no mercado brasileiro e a saída de empresas importantes do setor farmacêutico veterinário.
Além disso, Pollon solicita apuração sobre eventuais falhas regulatórias, burocráticas ou administrativas que possam ter contribuído para atrasos na ampliação da oferta de vacinas, processamento de registros sanitários e adoção de medidas emergenciais preventivas.
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