O julgamento contra a Alphabet (controladora do Google) e a Meta (Facebook e Instagram), grupos por trás de várias das redes sociais mais populares, começou nesta segunda-feira em um tribunal civil de Los Angeles, onde um júri popular deverá determinar se essas empresas de tecnologia projetaram deliberadamente suas plataformas para tornar as crianças dependentes.
Em sua declaração inicial, o advogado da parte demandante, Mark Lanier, reafirmou que Meta e Alphabet “criaram dependência” nas crianças.
“Este caso trata de duas das empresas mais ricas da história que projetaram a dependência nos cérebros das crianças”, disse ao júri.
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Estão convocados para depor o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, em 18 de fevereiro, e o responsável pelo Instagram (subsidiária da Meta), Adam Mosseri, a partir de quarta-feira.
Finlândia relata mais interações e concentração em escolas após proibir celulares


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Finlândia relata mais interações e concentração em escolas após proibir celulares — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP


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Adolescentes se reúnem no corredor e animam o ambiente com suas conversas durante o recreio em uma escola na Finlândia, onde o uso de celulares é proibido desde o início do ano letivo — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP
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Na Kungsvägens skola, que atende alunos de 13 a 15 anos em Sipoo, uma cidade a nordeste de Helsinque, os professores recolhem os celulares pela manhã — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP

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Relatórios alertam para risco de aparelhos prejudicarem aprendizagem — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP
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A transição para uma escola sem celulares “superou as expectativas”, diz a diretora Maria Tallberg — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP

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A lei que proíbe o uso de celulares durante as aulas entrou em vigor em 1º de agosto em toda a Finlândia, um país conhecido pela qualidade de seu sistema educacional — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP
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Vários municípios e escolas optaram por estender a proibição também ao recreio — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP

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Medida surge em momento em que países expressam preocupação com impacto do uso de smartphones na saúde mental e física dos jovens, bem como na aprendizagem e na educação — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP
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Vários países já adotaram restrições semelhantes, incluindo Coreia do Sul, Itália, Holanda e França — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP

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As aulas estão agora mais tranquilas e os alunos menos distraídos, confirma Annika Railila, professora de química na Kungsvägens Skola — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP
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O ambiente se tornou “muito diferente”, diz aluna de 15 anos — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP

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Ministro da Educação finlandês, Anders Adlercreutz explicou à AFP que lei foi aprovada após queda nos resultados acadêmicos — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP
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Relatórios alertam para risco de aparelhos prejudicarem aprendizagem
Também se espera que a Justiça chame para testemunhar Neil Mohan, diretor do YouTube, cuja empresa-mãe é a Alphabet.
Este caso gera muita expectativa, pois pode criar um precedente para os processos iniciados no país sugerindo que as redes sociais buscam causar dependência entre seus usuários, o que lhes teria provocado depressão, transtornos alimentares, internações psiquiátricas e até suicídios.
A Alphabet e a Meta, empresas que controlam algumas das principais redes sociais, sentam-se no banco dos réus, mas, assim como outras companhias, acumulam centenas de ações semelhantes na Justiça.
Os advogados dos autores estão copiando a estratégia seguida nos anos 1990 e 2000 contra a indústria do tabaco, que foi condenada por oferecer um produto nocivo.
Os advogados de defesa tentaram, sem sucesso, impedir que os autores comparassem suas plataformas ao tabaco e a outros produtos viciantes.
O julgamento que começou nesta segunda-feira baseia-se no caso de uma mulher de 20 anos, identificada pelas iniciais K. G. M., que sofreu danos mentais pela dependência de redes que desenvolveu quando era criança.
“É a primeira vez que uma empresa de redes sociais tem que enfrentar um júri por causar danos a menores”, declarou à AFP Matthew Bergman, fundador do Social Media Victims Law Center, cuja equipe conduz mais de 1.000 casos desse tipo.
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Os gigantes de tecnologia recorrem à Lei de Decência nas Comunicações dos Estados Unidos para eximi-los de qualquer responsabilidade pelo que os usuários das redes sociais publicam.
No entanto, a ação sustenta que essas empresas são culpadas por manter um modelo de negócio baseado em algoritmos projetados para atrair a atenção da população com conteúdos que têm o potencial de prejudicar sua saúde mental.
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