Bolsas mundiais: Os futuros americanos operam mistos, com preocupações com as altas avaliações do setor de tecnologia. O pessimismo ganhou força após a forte queda das ações da Super Micro Computer e a decepção dos investidores com a projeção de receita apresentada pela AMD.
Nos Estados Unidos, os índices futuros operam sem direção única. Os investidores americanos aguardam o relatório ADP , com a criação de vagas no setor privado dos Estados Unidos, em meio ao apagão de dados do shutdown e por alertas de forte correção das techs.
Balanços: a temporada de balanços continua com a divulgação dos resultados do McDonald’s nesta quarta, antes da abertura do mercado. Das 360 empresas do S&P 500 que já divulgaram seus resultados, aproximadamente 82% superaram as expectativas, segundo dados da FactSet.
Ontem, as bolsas de Nova York sofreram perdas de até 2%, à medida que investidores venderam ações relacionadas à IA diante de preocupações de que empresas de tecnologia estejam se valorizando excessivamente. O temor foi deflagrado pela Palantir, empresa de software cujo valor de mercado quintuplicou nos últimos 12 meses.
Enquanto isso, a Suprema Corte ouvirá os argumentos em um caso que questiona a autoridade legal de Trump para impor suas tarifas mais abrangentes . A decisão da Suprema Corte poderá ter repercussões significativas para a economia global.
Na Europa, as bolsas operam em baixa. O pessimismo observado na Europa surge em meio a um cenário semelhante nos mercados dos EUA e da Ásia-Pacífico durante a noite, com os investidores cada vez mais preocupados com as altas avaliações das ações de empresas de tecnologia e de inteligência artificial, temendo a formação de uma bolha.
Na Ásia, os mercados fecharam em baixa, com perdas mais acentuadas no Japão e na Coreia do Sul, um dia após Wall Street cair de forma generalizada em meio a uma liquidação de ações ligadas à inteligência artificial (IA).
O índice japonês Nikkei recuou 2,50% em Tóquio, a 50.212,27 pontos, depois de chegar a cair mais de 4,5% durante o pregão. Apenas a empresa de tecnologia SoftBank Group despencou 10%, em meio a temores sobre seus investimentos em IA.
O sul-coreano Kospi amargou queda ainda mais expressiva em Seul, de 2,85%, a 4.004,42 pontos, pressionado por Samsung Electronics (-4,1%) e SK Hynix (-1,2%), que recentemente fecharam uma parceria em IA com a americana Nvidia.
O Taiex caiu 1,42% em Taiwan, a 27.717,06 pontos, e o Hang Seng teve baixa apenas marginal em Hong Kong, de 0,07%, a 25.935,41 pontos.
Os mercados da China continental asseguraram ganhos moderados, de 0,23% do Xangai Composto, a 3.969,25 pontos, e de 0,45% do Shenzhen Composto, a 2.497,89 pontos, após dados de atividade de serviços melhores do que o esperado.
Na Oceania, a bolsa australiana ficou levemente no vermelho, com baixa de 0,13% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.802,00 pontos.
Petróleo:
Os futuros internacionais de petróleo WTI estão sendo negociados a US$ 60,40 (-0,26%).
O Brent é negociado a US$ 64,30 (-0,22%).
Bitcoin:
Negociado a US$ 101.683,36 (+1,16%).
Ouro:
Negociado a US$ 3.966,91 a onça-troy (+0,84%).
Minério de ferro:
O minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -0,26%, a 776 iuanes (US$ 108,84).
Brasil:
Selic: O Comitê de Política Monetária (Copom) deve reforçar, na comunicação de quarta-feira, 5, a mensagem de que a taxa de juros permanecerá em nível significativamente contracionista por um período prolongado. No entanto, o colegiado pode promover um leve ajuste para baixo em sua projeção de inflação no horizonte da política monetária, que agora se estende até o segundo trimestre de 2027.
A taxa básica de juros da economia inalterada em 15% ao ano — o maior patamar em quase 20 anos.
Economia:.
✔️ Dívida pública: o dólar subiu na terça-feira (4) e encerrou o dia cotado a R$ 5,39, em alta de 0,77%, acompanhando o movimento global de valorização da moeda americana diante da aversão ao risco e da queda das commodities. O DXY, índice que mede o desempenho do dólar frente a outras divisas fortes, avançou 0,35%, refletindo o aumento da cautela internacional. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a criticar o nível atual dos juros, afirmando que uma taxa real de 10% “não faz sentido” e que a economia já mostra sinais de melhora.
✔️ A produção industrial brasileira caiu 0,4% em setembro, segundo o IBGE, confirmando a fraqueza do setor diante da política monetária restritiva. No exterior, dirigentes do Federal Reserve reforçaram um tom mais duro sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos, elevando a preocupação dos investidores com a desaceleração global.
✔️ DREX: O Banco Central (BC) decidiu encerrar oficialmente o projeto do real digital, conhecido como Drex, conforme reunião realizada na terça-feira (4) com representantes dos consórcios que participavam da iniciativa. Segundo fontes, o desligamento da plataforma está previsto para a próxima semana, marcando o fim da etapa experimental do programa.
Fonte: ADVFN
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